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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
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Cobertura ‘não poderia ser de desconhecido’, alega Paulo Okamotto

08 MAR 2016 - 08h00

 O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou ontem que o apartamento vizinho à residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era e continua sendo alugado desde à época em que o petista estava no governo.

Okamotto minimizou o fato de o imóvel estar no nome de um primo do pecuarista José Carlos Bumlai, como revelou ontem o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o presidente do instituto, o dono do imóvel não poderia ser uma pessoa desconhecida.

"Aquele prédio de São Bernardo foi alugado e o aluguel continua, em vez de estar alugado pelo governo, agora está alugado pelo presidente" afirmou. "Ali precisava ser de alguma pessoa que comprasse aquilo e não tivesse interesse de usar. Todo mundo que comprasse aquilo saberia que aquilo ali sai de frente a frente ao apartamento (de Lula). Você ser vizinho de um político sempre tem transtorno, então a pessoa que vai comprar não pode ser uma pessoa desconhecida", prosseguiu.

A cobertura do edifício Hill House, em São Bernardo, é o apartamento número 121, fica em frente à residência do petista, de número 122. O aposentado Glaucos Costamarques, primo de Bumlai, é o dono do imóvel.

Lula usa a cobertura desde o primeiro ano de seu governo, 2003. Segundo apurou o jornal, até 2007 o PT pagava pela despesa. No segundo mandato, o governo assumiu os custos, sob a justificativa de que era necessário para garantir a segurança do então presidente.

Glaucos negou à reportagem que a compra do imóvel tenha sido um pedido de Bumlai. O pecuarista foi preso na Lava Jato, suspeito de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A cobertura foi alvo de busca e apreensão na 24ª fase da Lava Jato, deflagrada na sexta-feira e que levou Lula a depor à força à Polícia Federal no aeroporto de Congonhas. Okamotto também foi levado a depor coercitivamente e, segundo a PF, é suspeito de viabilizar a lavagem de R$ 1,292 milhões de pagamentos da empreiteira OAS para o ex-presidente Lula.

Questionado sobre as suspeitas que o envolvem, Okamotto desconversou. "Lavagem de quê?", questionou. Ele relatou que, na sexta-feira, a PF o questionou sobre o funcionamento do instituto, a realização das palestras do ex-presidente e a arrecadação. Okamotto disse que, além de demonstrar com provas à Justiça que não há irregularidades nas atividades do instituto e do ex-presidente Lula, é importante a comunicação com a população.

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