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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2020
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Fogo no Museu da Língua Portuguesa deixa 1 morto; local não tinha alvarás

22 DEZ 2015 - 07h00

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na tarde de segunda-feira, 21, o Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz, região central de São Paulo. O brigadista local Ronaldo Pereira da Cruz morreu após tentar combater as chamas. A Estação da Luz, que funciona no mesmo complexo, foi evacuada e os trens pararam de circular. A área não tem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) nem o alvará de funcionamento da Prefeitura. As causas do fogo ainda são investigadas.

Mais de 60 viaturas e 102 homens do Corpo de Bombeiros atuaram no combate ao fogo, que começou às 16h30. Logo, a fumaça se espalhou pela Estação da Luz e pelo entorno. O museu, um dos mais visitados da capital paulista, não abre às segundas para o público em geral, o que diminuiu os riscos. Mas na Rua José Paulino algumas lojas que costumam fechar às 19 horas tiveram de cerrar as portas às 17 horas, por causa da fumaça que tomou conta da via.

Por volta das 17h10, os bombeiros informaram que as chamas foram controladas e o incêndio estava em fase de rescaldo. No entanto, por imagens aéreas de helicópteros, era possível notar que grandes labaredas ainda prosseguiram por cerca de uma hora. Mesmo debaixo de chuva torrencial, que alagou a região ao redor do museu, os bombeiros tinham nítidas dificuldades em combater as chamas, que se alastraram pelas vigas de madeira. Às 20 horas, ainda havia fumaça, mas o fogo estava extinto.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiu, por motivo de segurança, suspender embarques, desembarques e interligações das Linhas 11-Coral e 7-Rubi. O serviço também não deve funcionar hoje e a companhia informou que vai esperar o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fazer uma avaliação na Estação da Luz, antes de liberar.

Governador Geraldo Alckmin esteve na área e lamentou a morte do bombeiro. "Quero transmitir os sentimentos ao Ronaldo Pereira da Cruz, brigadista que perdeu a vida no trabalho, tentando controlar esse incêndio, essa tragédia. Nosso integral apoio à sua família", disse. O governador afirmou ainda que vai "imediatamente tomar todas as providências para a reconstrução (do Museu da Língua Portuguesa)".

A Fundação Roberto Marinho, responsável pela concepção e instalação do museu em 2006 (ao custo de R$ 37 milhões), também lamentou a morte. "Estamos solidários e vamos nos reunir com o governo do Estado (para discutir a recuperação do museu). A ironia do destino é que hoje pela manhã eu e o secretário de Cultura, Marcelo Araújo, nos falamos ao telefone sobre criarmos novas dinâmicas para o museu, que completa 10 anos em 2016", contou o secretário-geral da fundação, Hugo Barreto.

O secretário municipal da Cultura, Nabil Bonduki, disse que o incêndio é "devastador para a cultura brasileira". Mas também é "um alerta para a necessidade de ter as condições de segurança adequadas". O complexo não tem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) nem o alvará da Prefeitura de São Paulo.

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