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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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Impeachment pode causar 'cicatrizes duradouras', diz Dilma

25 MAR 2016 - 08h00

 A presidente Dilma Rousseff (PT) insistiu que não renunciará ao cargo e reafirmou que não há justificativa para o processo de impeachment. Em entrevista a jornalistas estrangeiros ontem, a presidente disse ainda que retirá-la do cargo pode gerar "cicatrizes duradouras" para a democracia brasileira, segundo o jornal britânico "The Guardian".

Dilma reafirmou que se "mantém firme" no cargo e que a paz reinará no Brasil durante a realização da Olimpíada no Rio. Na entrevista de 90 minutos a veículos de comunicação estrangeiros, a presidente disse que é uma mulher forte e não há motivos para sair do cargo. "Por que eles querem que eu renuncie? Porque eu sou uma mulher fraca? Eu não sou", disse a presidente, segundo o jornal britânico.

A presidente acusou a oposição de não aceitar a derrota apertada nas eleições de 2014 e, desde então, trabalhar pelo "quanto pior, melhor" com a sabotagem da agenda legislativa apresentada pelo Executivo, fato que tem "afundado o País", cita a reportagem. Dilma criticou ainda "métodos fascistas" usados por alguns nomes da oposição.

Participam da coletiva a imprensa de seis países diferentes: Le Monde (França), The Guardian (Inglaterra), The New York Times (EUA), El País (Espanha), Página 12 (Argentina) e Die Zeit (Alemanha).

"Nós tivemos golpes de Estado militares em nossa história. Em um sistema democrático, estes golpes mudam de modo. Cada regime tem o seu tipo de golpe. A Constituição garante direitos e em um golpe você subverte esses direitos e perverte a ordem democrática. E isso é perigoso. Sem base legal, este processo é um golpe contra a democracia. E as consequências disso não as sabemos, porque não temos a capacidade de prever o futuro", disse Dilma.

Em relação à polêmica nomeação de Lula ao cargo de chefe da Casa Civil, Dilma disse que os opositores querem criar um problema onde não há. "O que se passa é que Lula iria fortalecer meu governo e os partidários do 'quanto pior, melhor' não querem que isso aconteça. A história é que estamos tentando que ele venha. Agora, lhes digo uma coisa: ou ele vem como ministro ou como um assessor, de uma maneira ou de outra. Vamos trazê-lo para ajudar o governo. Não há nenhuma maneira de impedi-lo", disse Dilma.

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