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Jornal Diário de Suzano - 26/11/2020
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Janot pede ao STF afastamento de Cunha

17 DEZ 2015 - 07h00

 O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato. Para Janot, Cunha está utilizando seu cargo para intimidar parlamentares e cometer crimes. Na terça, Cunha foi alvo de buscas e apreensões em uma das fases da Operação Lava Jato. Ele é alvo de três inquéritos oriundos da operação no STF.

Para justificar o pedido, o procurador citou 11 fatos que comprovam que Cunha usa o mandato de deputado e o cargo de presidente da Casa para intimidar colegas, réus que assinaram acordos de delação premiada, advogados. Segundo Janot, as apreensões feitas terça pela Polícia Federal na residência oficial da Câmara e na casa de Cunha no Rio de Janeiro reforçam as acusações.

"O Ministério Público requer, com fundamento afastamento cautelar, de Eduardo Cunha do cargo de deputado federal e, por arrastamento, da função de presidente da Câmara dos Deputados, a fim de assegurar a higidez da investigação criminal, em curso contra o deputado, para garantir o regular andamento da instrução processual e da aplicação da lei penal no que se refere à denúncia proposta contra o parlamentar, para garantia da ordem pública e evitar a continuidade das práticas ilícitas, bem assim de todas as outras investigações que estão sendo adotadas no âmbito do Parlamento brasileiro", pede Janot ao Supremo.

Na petição, o procurador também diz que a decisão sobre o afastamento de Cunha do mandato deve ser urgente para evitar que ele faça manobras e condutas para atingir seus "objetivos ilícitos".

DEFESA

Ao deixar seu gabinete na noite de ontem, Eduardo Cunha disse que o pedido de afastamento do mandato parlamentar é mais um "fato político" e uma retaliação do procurador-geral Rodrigo Janot, que segundo ele, o "escolheu para ser investigado". "É tentativa de desviar o foco da discussão de hoje", disse, referindo-se ao julgamento do rito de impeachment pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo com o pedido, ele acha possível continuar comandando a Casa por não crer que haverá interferência do STF.

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