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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Mensagens reforçam suspeitas sobre ligação de Lula com imóveis

21 FEV 2016 - 08h00

 Mensagens trocadas pelo WhatsApp entre o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, e o executivo da empresa Paulo Gordilho reforçam suspeitas de ligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, com o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, e com o tríplex no condomínio Solaris, no Guarujá, litoral do Estado.

A informação foi confirmada pela reportagem com autoridades da Operação Lava Jato. Os textos, de fevereiro de 2014, indicam que Gordilho e Léo Pinheiro, este ainda na presidência da OAS, estavam empenhados em concluir um projeto de instalação de cozinha que, na avaliação dos investigadores, seria a do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e também a do apartamento no litoral - ambas propriedades atribuídas ao petista e sua família, o que é negado pelos advogados dele.

"O projeto da cozinha do chefe está pronto. Se (puder) marcar com a Madame pode ser a hora que quiser", escreveu Gordilho. "Amanhã às 19 hs vou confirmar, seria bom tb ver se o do Guarujá está pronto", respondeu Léo Pinheiro. "O do Guarujá está pronto", devolveu Gordilho. "Em princípio, amanhã às 19 hs", anotou Léo Pinheiro.

Segundo a revista Veja, os investigadores consideram que "chefe" é uma referência a Lula e "Madame" uma citação a Marisa Letícia. Estas e outras mensagens foram resgatadas pela Operação Lava Jato em dois aparelhos celulares do empreiteiro.

Léo Pinheiro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2014, na Operação Juízo Final, etapa da Lava Jato que pegou alguns dos maiores construtores do País como integrantes de um cartel que se apossou de contratos bilionários da Petrobrás entre 2004 e 2014. O empreiteiro foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A força-tarefa da Lava Jato e também o Ministério Público paulista suspeitam que a OAS, junto a outras empreiteiras, bancou reformas do tríplex 164-A do Solaris e do sítio Santa Bárbara. Depoimentos de engenheiros que trabalharam nos dois locais indicam que Marisa Letícia queria celeridade nas obras.

Em outras mensagens, Gordilho pergunta a Léo Pinheiro se a reunião estava confirmada. "Vamos sair a que horas?". "O Fábio ligou desmarcando. Em princípio será às 14 hs na segunda. Estou vendo, pois vou para Uruguai", respondeu ele.

Segundo a revista Veja, os investigadores supõem que Fábio é Fábio Luís, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente. Os advogados da OAS afirmaram que não tiveram acesso às mensagens e que, por isso, não iriam comentar. O Instituto Lula não havia se pronunciado.

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