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Jornal Diário de Suzano - 27/10/2020
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Mercadante nega ter ameaçado Delcídio e isenta presidente Dilma

16 MAR 2016 - 08h00

 Com a voz embargada e bastante tenso, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, enfatizou que sua conversa com o assessor do senador Delcídio Amaral, José Eduardo Marzagão, teve caráter estritamente pessoal e não foi feita com o conhecimento da presidente Dilma Rousseff (PT). "A presidente não tem nenhuma responsabilidade. A responsabilidade é inteiramente minha."

Durante entrevista coletiva, Mercadante disse que a sugestão de que poderia falar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação do senador tinha apenas o objetivo de construir uma "tese jurídica". Em nenhum momento, segundo ele, a intenção era fazer defesa do senador, oferecer qualquer tipo de ajuda financeira, ameaçá-lo e impedir sua delação.

"Deixo muito claro que não fiz nenhuma proposta (de ajuda financeira)", afirmou. "Como vou propor algum tipo de ajuda financeira a Delcídio?", questionou.

Em diversos momentos da entrevista, Mercadante foi questionado sobre o momento em que disse que iria falar com um dos ministros do STF, Ricardo Lewandowski, para tentar tirar Delcídio da prisão. Mas Mercadante afirmou que durante a conversa, o assessor de Delcídio tentou induzi-lo a fazer intervenção para impedir a delação.

Em sua defesa, Mercadante disse que nem todo o conteúdo da conversa foi divulgado, e mencionou trechos em que afirmou: "eu não tenho nada a ver com a delação dele", "minha preocupação é zero", "não estou nem aí se vai delatar ou não vai delatar". Mercadante disse ainda que achava que o senador havia cometido um erro, mas que não iria fazer uma defesa jurídica ou financeira de Delcídio. "Se ele ameaçava fazer uma delação, a decisão era dele."

Mercadante disse ter procurado o assessor de Delcídio depois de ter lido mensagens de uma campanha de difamação contra as filhas do senador na internet. "Me sensibilizei com a situação da família de Delcídio, da mulher e das filhas", disse.

Ao ser questionado sobre se sua permanência no governo prejudicava ainda mais a situação política da presidente Dilma Rousseff, Mercadante disse que espera que a entrevista ajude a esclarecer o assunto. "Enquanto eu tiver a confiança da presidente Dilma, eu permaneço no governo." Mercadante disse ainda estar disposto a ir ao Congresso falar sobre a gravação.

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