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Não interessa a Dilma esticar processo de impeachment, diz Wagner

04 DEZ 2015 - 07h00

 O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse ontem, ao falar sobre os desdobramentos do pedido de abertura de impeachment acatado na quarta-feira pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que a presidente Dilma Rousseff (PT) “está com pressa” e tem “preocupação não exclusivamente” com seu governo, mas “com o País”.

“Ela realmente quer apressar, não interessa ficar esticando isso. Ela prefere que eles próprios tomem essa decisão. Não me parece razoável que o Parlamento se desligue. Já que se abriu um processo de tentar votar um impedimento, e esse impedimento é votado na Câmara, é meio estranho que as pessoas achem: 'Ah, tudo bem, vamos sair de férias e quando voltar a gente decide'”, afirmou em referência à possibilidade do recesso parlamentar ser cancelado.

Após participar à tarde da reunião convocada por Dilma, no Palácio do Planalto, que contou com a presença de 23 ministros do governo, Wagner afirmou ainda que a presidente vai buscar apoio de governadores e das organizações sociais, independentemente do partido e alinhamento político.

"Não se trata só dos torcedores da presidenta Dilma. Queremos juntar os torcedores da institucionalidade e da democracia. Entendemos que a tentativa de utilização do processo de impedimento sem lastro previsto na Constituição afronta a institucionalidade e a democracia", disse.

Segundo Wagner, a partir da semana que vem, Dilma deverá começar a se reunir com os governadores. "O guarda-chuva é maior do que a presidenta Dilma e o governo", disse. "Se a moda pega, vai começar a se banalizar um instrumento tão nobre como o impedimento. Se eventual ou passageira impopularidade é motivo para sacar alguém com mandato com prazo marcado, vamos entrar em uma democracia muito fragilizada".

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