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Jornal Diário de Suzano - 23/09/2020
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Operador da Lava Jato doou R$ 50 mil à campanha de Wagner

10 JAN 2016 - 07h00

 A Piemonte Empreendimentos Ltda., empresa controlada pelo lobista Júlio Camargo - um dos delatores da Operação Lava Jato -, doou R$ 50 mil à campanha do então candidato ao governo da Bahia Jaques Wagner (PT) em 20 de setembro de 2006. Naquele ano, a campanha do petista - atual ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma - recebeu R$ 4.287 610,77 em doações eleitorais.

A Piemonte ainda doou, na época, R$ 10 mil ao candidato a deputado no Espírito Santo Neucimar Ferreira Fraga. As informações constam da prestação de contas de Jaques Wagner ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O petista informou, por meio de sua assessoria, que a doação de R$ 50 mil para sua campanha "está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada".

Júlio Camargo é personagem emblemático da Lava Jato. O lobista é apontado pelo Ministério Público Federal como um dos operadores de propinas no esquema de cartel e corrupção na Petrobras, que vigorou entre 2004 e 2014. Segundo os investigadores da operação, a Piemonte Empreendimentos era usada por Camargo como fachada para lavar dinheiro do esquema instalado na estatal e para repassar propinas a políticos e dirigentes da Petrobras.

Em 2006, Jaques Wagner foi eleito governador baiano e reeleito em 2010. O petista administrou a Bahia até o fim de 2014. Em outubro de 2015, ele assumiu a chefia da Casa Civil de Dilma, deixando a cadeira de ministro da Defesa, que ocupou por dez meses.

A campanha de Jaques Wagner em 2006 foi citada pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores da Lava Jato. Segundo o executivo, houve "um grande aporte de recursos" para a campanha do petista. Cerveró declarou que o dinheiro teria sido desviado da Petrobras e "dirigido" pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

Defesas

Em nota, a assessoria de Jaques Wagner afirma que o ministro "está à disposição do Ministério Público e das autoridades competentes. Ele confia no resultado das investigações. Acredita que o Brasil será um outro país após a apuração das denúncias". A nota diz ainda que Wagner "não vai comentar o depoimento pois não conhece seus termos na íntegra e dentro do seu real contexto" e reforça que "a doação de R$ 50 mil para sua campanha está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada".

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