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Jornal Diário de Suzano - 24/09/2020
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PMDB proíbe filiados de assumir novos cargos no governo federal

13 MAR 2016 - 08h00

A convenção nacional do PMDB aprovou no início da tarde, de ontem, uma moção que impede que membros do partido assumam novos cargos no governo da presidente Dilma Rousseff (PT) pelos próximos 30 dias, prazo dentro do qual a cúpula do partido deve se reunir para definir possível ruptura com a gestão da petista.

A deliberação, segundo dirigentes do partido, passou a valer a partir de ontem e tem validade até que o diretório se reúna para tomar uma decisão definitiva. Isso impede, na prática, que o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) assuma na próxima semana a Secretaria de Aviação Civil (SAC). O ministério foi oferecido pelo Planalto à bancada mineira do PMDB da Câmara em troca de apoio à recondução de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança do partido na Casa. A expectativa era que a entrega fosse oficializada na próxima semana. Com a deliberação da convenção, no entanto, os planos de Lopes devem ficar frustrados.

Inicialmente, o ex-ministro da Pasta Eliseu Padilha (RS) anunciou Lopes como "futuro ministro" e chegou a dizer na convenção que todas as moções deveriam ser aprovadas nos próximos 30 dias, mas lideranças do PMDB confirmam nos bastidores que o impedimento para assumir novos cargos vale desde já.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, entrou em contato com o diretório mineiro para acordar a validade imediata da restrição.

O ex-ministro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB, confirmou o veto a Mauro Lopes. "Enquanto corre o prazo, nesse período, por precaução, a convenção aprovou que nenhum companheiro pode assumir um cargo no governo até o diretório nacional tomar uma posição definitiva. É importante que se intente que a posição definitiva a ser tomada pelo diretório será cumprida, o que significa que, se o diretório votar pelo rompimento com o governo, os companheiros que têm cargos no governo vão ter que deixá-los. Se não, terão que sair do PMDB"

Moreira Franco disse que a decisão "não é contra" Mauro Lopes, mas confirmou que ele não poderá assumir a SAC, como era previsto.

vice-presidente

O ex-ministro disse ainda que o vice-presidente Michel Temer "fica onde está", ao comentar um possível rompimento com o governo. Questionado como ficará a situação de Temer na vice-presidência, caso o partido opte pelo desembarque do governo, Moreira Franco disse que ele permanece no cargo. "A vice-Presidência da República não é cargo no governo, não tem estritamente nenhuma responsabilidade Executiva, só uma função, que é substituir nos termos da Constituição a presidente. Nessas circunstâncias, Temer fica onde está".

O partido deve aguardar as manifestações deste domingo, 13, para tomar decisões sobre o governo. "É claro que as ruas falam muito", comentou.

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