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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Presidente da Samarco consegue habeas corpus para não ser preso

20 NOV 2015 - 07h00

 O diretor-presidente da mineradora Samarco, Ricardo Vescovi, conseguiu no Tribunal de Justiça do Espírito Santo um habeas corpus preventivo para que não seja preso pela queda das barragens da empresa no Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, no dia 5. Até o momento foram confirmadas sete mortes na tragédia. Doze pessoas estão desaparecidas. A lama atingiu o Rio Doce, que deságua em Regência, distrito de Linhares, no litoral capixaba, onde deve chegar nas próximas horas.

O pedido foi feito na quinta-feira, depois que o juiz da Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Colatina, no Espírito Santo, Menandro Taufner Gomes, determinou que Vescovi fosse preso caso a empresa não cumprisse medidas que deveriam ser tomadas pela Samarco em função da tragédia.

Em nota, a empresa afirmou estar "focada na mitigação das consequências socioambientais com total compromisso perante a sociedade e o meio ambiente, prestando toda a assistência necessária".

LAMA NO MAR

A Justiça Federal no Espírito Santo determinou que a mineradora Samarco adote em 24 horas medidas para que a lama que atingiu o Rio Doce com a ruptura das duas barragens da empresa em Mariana, Minas Gerais, não chegue ao mar. Conforme a decisão, do juiz Rodrigo Reiff Botelho, da 3ª Vara Cível de Vitória, a mineradora, que pertence a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, será multada em R$ 10 milhões por dia caso a determinação não seja cumprida.

O Rio Doce deságua no litoral capixaba no distrito de Regência, que pertence a Linhares, norte do Espírito Santo. A região é conhecida pelo projeto Tamar, de proteção a tartarugas.

MULTA

O governo de Minas Gerais multou a mineradora Samarco em R$ 112 milhões pelo desastre ambiental. A punição partiu da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e, segundo a própria pasta, a penalidade é a primeira a ser aplicada. Outras poderão ser impostas à mineradora.

A secretaria informou que o valor não tem relação com os investimentos que a empresa terá de fazer na recuperação do meio ambiente. No dia 11, a Justiça mineira, a pedido do Ministério Público, bloqueou R$ 300 milhões em recursos em contas bancárias da Samarco para ser usados na reparação de danos.

No dia seguinte, depois de sobrevoar as regiões de Mariana e Governador Valadares, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa, também preliminar, de R$ 250 milhões à Samarco.

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