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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2020
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Procuradores veem indícios para investigar Dilma e Aécio Neves

10 ABR 2016 - 08h00

Na semana em que a Câmara dos Deputados tem prevista a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem em sua mesa a definição sobre um pedido de investigação da presidente por participar das tentativas de "tumultuar" as investigações da Lava Jato.

O grupo de trabalho do procurador-geral se debruça nos próximos dias sobre o que chamam de "arquitetura" da investigação. Com todo o material nas mãos, a palavra final será dada por Janot, que se manteve afastado do gabinete na última semana em licença médica.

Procuradores que trabalham com Janot veem indícios para pedir investigações do senador Aécio Neves (PSDB-MG), do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo. O ex-líder do governo Delcídio Amaral (sem partido-MS) citou nos depoimentos mais de 70 pessoas, com uma lista extensa de políticos.

A previsão é de que ainda nesta semana sejam encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) os pedidos de abertura de inquérito ou arquivamento de cada um dos 20 fatos separados pela PGR, com base na delação de Delcídio, que já estão em fase final na Procuradoria Geral da República (PGR).

Desde a delação do petista, procuradores já avaliam a possibilidade de um inquérito contra a presidente, o que ganhou força com o avanço da operação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chegada à PGR do material obtido nos grampos telefônicos.

Com relação à obstrução de investigações, a ideia é trazer para o campo criminal o parecer assinado pelo procurador-geral e encaminhado ao STF anteontem.

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