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PSDB blinda Temer ao rejeitar proposta de antecipar eleições gerais

09 ABR 2016 - 08h00

 A uma semana da votação decisiva sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, a cúpula do PSDB se reuniu ontem, em São Paulo, para dar uma demonstração de unidade, sepultar a tese de novas eleições e blindar o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

O encontro ocorreu em momento de turbulência interna do partido. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta um racha sem precedentes em São Paulo devido ao apoio que deu ao empresário João Doria nas prévias da capital e os tucanos divergem sobre a participação em um eventual ministério de Temer.

Durante o encontro, os tucanos decidiram retirar de uma vez por todas a proposta de novas eleições do horizonte e selar o apoio a “solução Temer”.

"Por mais penoso que seja interromper um mandato, é mais penoso ver o Brasil se esfacelar e ver que não existe capacidade do atual governo se recompor e se reconstruir", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para FHC e líderes da sigla é momento de dar um basta ao atual governo petista e iniciar um novo ciclo no País

Apesar da defesa de um novo ciclo que leve em conta o PT fora do Palácio do Planalto, os líderes do PSDB divergem sobre um eventual governo Michel Temer (PMDB). O secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres (SP), resumiu o mote do encontro de ontem: "o nosso foco é o impeachment, o Temer é uma segunda etapa, não há para nós outro foco hoje que não seja o afastamento da presidente Dilma." E lembrou que a sigla defende a continuidade plena da Operação Lava Jato.

O encontro do PSDB reuniu, por mais de duas horas, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o ex-presidente FHC, parlamentares, como os senadores José Serra e Aloysio Nunes Ferreira, o deputado Silvio Torres, governadores da sigla, como Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), e Pedro Taques (Mato Grosso), além do líder do partido na Câmara, Antônio Imbassahy.

Também participaram lideranças de outras siglas, como José Carlos Aleluia (DEM) e o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que chegou no final da reunião com algumas lideranças sindicais.

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