Envie seu vídeo(11) 97569-1373
segunda 21 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
PMMC COVID SAÚDE

STF nega pedido para soltar banqueiro e determina transferência

27 NOV 2015 - 07h00

 O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa de André Esteves, do BTG Pactual, para revogar a prisão do banqueiro e determinou a transferência do executivo para o presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro.

Esteves foi preso na quarta-feira, suspeito de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, assim como o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ao tentarem comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República com base em conversas gravadas pelo filho de Cerveró, o senador petista ofereceu uma mesada de R$ 50 mil para evitar que ex-diretor da Petrobras mencionasse o congressista e o BTG Pactual em eventual acordo de delação premiada. André Esteves arcaria com os pagamentos mensais, segundo as conversas entre o parlamentar, o então advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, e Bernardo Cerveró.

O advogado de Esteves, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, alegou ao STF que a prisão temporária de Esteves foi baseada "única e exclusivamente" na fala de Delcídio. Ele nega que conheça Cerveró, e os três participantes do encontro gravado: o filho do ex-diretor, o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, e o advogado Edson Ribeiro.

De acordo com o criminalista, o banqueiro conhece Delcídio assim como tem contato com outros parlamentares. O banqueiro nega também que tenha tido acesso à minuta de delação premiada de Cerveró. Em conversas, Delcídio disse que o banqueiro tinha cópia do que o ex-diretor iria delatar ao Ministério Público.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e, portanto, expira no domingo, podendo contudo ser prorrogada ou convertida em prisão preventiva. O conteúdo da decisão de Zavascki ainda é mantido sob sigilo.

SALÁRIO NA PRISÃO

Mesmo preso preventivamente , Delcídio do Amaral não perde a prerrogativa de senador e terá direito a receber R$ 33,7 mil mensais de salário.

De acordo com o regimento interno da Casa, um senador que estiver "temporariamente privado da liberdade" terá direito a uma licença automática. "Considerar-se-á como licença concedida, para os efeitos do art. 55, III, da Constituição, o não comparecimento às sessões do Senado temporariamente privado da liberdade, em virtude de processo criminal em curso", diz o texto do regimento.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias