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Jornal Diário de Suzano - 02/12/2020
Sec de Governo - Educação Kit de Atividades - Dezembro
Sec de Governo - Educação Kit de Atividades 02 - Dezembro

Vazamento de produto químico atinge terminal de cargas de Guarujá

15 JAN 2016 - 07h00

 Um grande incêndio atingiu ontem o pátio de cargas da empresa Localfrio, na Margem Esquerda do Porto de Santos, no Guarujá. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Estado confirmaram que houve vazamento de amônia e pode haver risco às pessoas no entorno. Segundo o Corpo de Bombeiros, quatro pessoas foram socorridas com intoxicação pela própria empresa. Moradores de Vicente de Carvalho relatam que o bairro está tomado pela fumaça.

A nuvem de fumaça atingiu Santos, onde uma criança foi internada com dificuldades para respiração. No bairro da Ponta da Praia, em Santos, moradores reclamam do cheiro forte da fumaça.

PROBLEMAS

Ao menos trinta e nove pessoas procuraram os hospitais no município do Guarujá com irritação nos olhos e problemas respiratórios, por causa da fumaça tóxica que atinge a cidade devido ao vazamento de gás em um terminal de cargas do Porto de Santos. A orientação da prefeitura é que as pessoas que moram em um raio de até 100 metros do local deixem suas casas.

A técnica em enfermagem Ana Lúcia Machado, de 52 anos, ficou presa em um congestionamento próximo ao local da fumaça. “Ficamos muito nervosos. Tinha recém-nascido no ônibus, pessoas em cadeira de rodas. Coloquei um lenço na boca e só soltei quando cheguei em casa”, contou Ana Lúcia, que disse ainda sentir ardência nos olhos e na garganta.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que as manobras de entrada e saída de navios para o terminal de contêineres da Santos Brasil foram suspensas pela Capitania dos Portos de São Paulo. A companhia destacou que a medida é preventiva e que a atividade será retomada quando a situação se normalizar. Os demais terminais operam normalmente.

De acordo com Rogério Machado, professor de Química e Meio Ambiente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o ácido dicloroisocianúrico é usado para tratamento de água. Para Machado, a combustão pelo contato com a água foi um “erro grosseiro”, pois o produto deveria estar absolutamente protegido do líquido em grandes quantidades. Ele não descartou, entretanto, que possa haver algum outro produto químico de alta combustão envolvido. "É uma incógnita, por enquanto".

Machado explicou que o ácido dicloroisocianúrico é armazenado em estado sólido. Ele esclareceu que o produto, assim como qualquer outro à base de cloro, causa queimadura nas vias respiratórias e ataca olhos e pele. O maior perigo para o ser humano é a intoxicação e, se inalado em grande quantidade, pode até mesmo matar.

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