Transporte clandestino de passageiros protesta em Suzano e para o trânsito no Centro
Manifestantes se reuniram em frente à JJ Transportes e Locação e partiram em direção à Câmara Municipal
Um grupo de motoristas do transporte clandestino se mobilizou na tarde desta quarta-feira a fim de cobrar a regularização do serviço na região norte de Suzano. Os manifestantes se reuniram em frente à JJ Transportes e Locação, na Rua Helio Guimarães Lanza, no bairro Miguel Badra, e partiram em direção à Câmara Municipal. Reflexos da manifestação foram percebidos no trânsito central em horário de pico. Ruas ficaram interditadas.
O descontentamento popular acontece porque, segundo representantes da JJ Transportes e Locação, ao menos dez veículos que prestam serviços à população foram apreendidos por agentes das Empresas Metropolitanas de Transportes Urbanos (EMTU) e Polícia Militar (PM) no último mês. Isso porque os automóveis trafegam com passageiros nos limites intermunicipais, além rodarem dentro da cidade de Suzano.
De acordo com diretor da associação, Rodrigo dos Santos, 120 carros realizam viagens diárias para destinos onde o transporte regular e completar não chegam, como Aracaré, bairro do Marengo e Recanto Mônica. O preço da passagem é o mesmo cobrado pelas vans e ônibus. “Queremos atuar como transporte complementar, inclusive gerando receita ao município. É regularizar o que é feito na região há 20 anos”.
Santos afirmou que 1.200 nomes assinaram a relação de presença do ato. “A população reivindica porque necessita do nosso serviço, que foi suspenso para evitar ainda mais multas e apreensões”, disse o diretor ao alegar que a manifestação espontânea marcharia na região central de Suzano, rumo à Casa de Leis do poder público, passando pelos viadutos da cidade.
O advogado Rodrigo Gimenez está à frente do caso desde o início do ano e explicou que haveria um acordo com a associação, ainda em período eleitoral, para que 97 vagas remanescentes no transporte completar da cidade fosse para esses motoristas que prestam o serviço. “Fizemos inúmeras tentativas de diálogo (após a eleição). Foram organizados grupos de até quatro pessoas para tentar falar com o prefeito, mas nem para conversa foram atendidos”.