Polícia Civil encontra túnel usado para furtar combustível da Petrobras em Itaquá
Nesta semana, a Polícia Militar (PM) chegou a prender um caminhoneiro por suspeita de estar transportando combustível furtado
Um túnel usado para furtar combustível da Petrobras foi encontrado durante a manhã desta quinta-feira (15), em Itaquaquecetuba. A ação foi realizada por investigadores do distrito central da cidade. O galpão, de 1.500 mil metros quadrados (m²), fica na Rua Santa Izildinha, no bairro Novo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, a hipótese inicial é de que a quadrilha não tenha conseguido subtrair combustível porque embaixo do galpão havia entulho de construção.
O local foi descoberto após denúncia anônima. Investigadores pernoitaram em frente ao galpão, mas não houve registro quanto a movimentação de pessoas suspeitas. Pela manhã, por volta das 8 horas, os policiais entraram no local. O DS acompanhou o desfecho da ocorrência.
Segundo a polícia, a quadrilha abriu um buraco logo no início do galpão, onde dava acesso ao túnel de cerca de 1 metro de largura por 1 de altura. Técnicos da Petrobras deverão ir ao local para calcular a extensão dessa galeria. E, assim, iniciar os procedimentos para reparar possíveis danos à tubulação.
Equipamentos
Botas, luvas, roupas, mantimentos, remédios e, até mesmo, um rádio e uma lanterna de cabeça. O encontro desses itens reforça a suspeita da polícia de que a quadrilha passava horas dentro do galpão. E que agiam com a maior cautela. Para a polícia, os bandidos tinham hábito de trabalhar à noite. Inclusive, fizeram um buraco no muro nos fundos do galpão para poder agilizar a fuga.
"Para se ter uma ideia, eles estenderam um plástico no chão logo depois do buraco, até duas salas no final do galpão. Em uma delas, a terra tirada do túnel era colocada. Na outra, eles a dispensavam. Aqueles buracos serviriam, em tese, como um porão, que é uma exigência para galpãos", explicou um investigador ouvido pela reportagem.
Alugado
A polícia já conseguiu levantar que o galpão foi alugado há cerca de 5 meses. Uma investigação será iniciada quanto a pessoa que alugou o local. Até o fechamento deste reportagem, os policiais continuavam no local para aguardar a chegada de peritos da Petrobras.