Saúde

Especialista em Oncogenética do Centro Oncológico Mogi explica quais os riscos da doença ser 'herança familiar'

9 FEV 2022 • POR da Região • 16h46
Especialista em Oncogenética do Centro Oncológico Mogi explica quais os riscos da doença ser 'herança familiar' - Divulgação
Certamente quem tem um familiar com câncer (ou já curado) se perguntou alguma vez se também tem riscos de ter a doença.
 
A hereditariedade é uma dúvida para muitas pessoas quando o assunto é câncer, principalmente pelo fato da doença surgir em decorrência a mutações genéticas que ocorrem em nosso organismo causadas por fatores externos (alimentação, uso de produtos químicos, radiação, exposição excessiva ao sol, entre outros) ou não.  Em muitos casos, o câncer simplesmente aparece sem um motivo aparente, provocado pelo crescimento desordenado das células. 
 
Segundo a oncologista clínica do Centro Oncológico Mogi das Cruzes, Dra. Rafaella de Assunção, que também é oncogeneticista, apenas 10% dos casos de câncer são hereditários, porém para conseguir esse diagnóstico é preciso fazer um mapeamento genético e exames complementares. 
 
“A Oncogenética é uma área da medicina que estuda como as mutações hereditárias podem impactar no surgimento dos tumores. Consiste em um trabalho preventivo personalizado, baseado na genética do paciente, para identificar as mutações gênicas diretamente associadas à incidência de câncer. Levando em consideração que cerca de 10% dos tumores estão associados a mutações hereditárias, a Oncogenética tem papel fundamental no auxílio desses pacientes, com práticas de rastreio mais intenso e terapêuticas redutoras do risco”, explica a médica especialista.
 
Quando a atenção precisa ser redobrada
 
É importante uma avaliação com especialista quando tem casos de muitos tumores na família, quando a mesma pessoa tem dois ou mais tipos diferentes de câncer, surgimento de câncer numa idade muito jovem, surgimento de tumor com comportamento mais agressivo do que o esperado ou tumores raros.
 
“O aconselhamento genético nesses casos é fundamental. É um auxílio na prevenção e manejo dos riscos associados ao desenvolvimento de câncer, e no cuidado das próximas gerações”, alerta Dra. Rafaella. 
 
Quando o câncer tem origem genética, as próximas gerações também terão?
 
A médica ressalta que a existência de uma mutação genética não significa que o indivíduo obrigatoriamente terá câncer. “Isso significa apenas que ele tem um risco mais elevado e assim como um resultado negativo pode não ser conclusivo. Os tumores têm influência multifatorial, não apenas pela genética, mas também pelos hábitos de vida e fatores ambientais”, finaliza.