Tempo seco e frio aumenta em 30% atendimentos às crianças nos hospitais
Maioria das consultas é por doenças respiratórias: infecção das vias aéreas superiores, amigdalite e bronquiolite
28 MAI 2023 • POR Guynever Maropo - de Suzano • 10h00
Saúde notou crescimento no atendimento às criaças por causa do clima seco - Mauricio Sordilli/Secop Suzano
As quedas bruscas da temperatura marcam a chegada do outono e com ela o aumento de 30% na procura por atendimento médico às crianças nos hospitais da região. A maioria das consultas é por doenças respiratórias: infecção das vias aéreas superiores, amigdalite, bronquiolite, bronquite, sintomas gripais, entre outros. O tempo frio e seco contribuem para esse aumento.
Somente em Itaquaquecetuba, no mês de maio, houve aumento de aproximadamente 30% nos atendimentos de síndrome respiratória em crianças nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Saúde Infantil (CSI). Os principais casos são de bronquiolite e bronquite.
A cidade está conseguindo absorver os atendimentos de forma tranquila, sobretudo com o reforço dos atendimentos oferecidos no CSI, onde o tempo médio de espera é inferior a uma hora. A orientação é que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde em caso de febre por mais de três dias e com o agravamento de sintomas respiratórios.
Mogi das Cruzes registrou um aumento de 20% em maio, no atendimento, comparado a abril deste ano. Os casos mais comuns são de doenças respiratórias, como resfriado, gripe, asma, bronquite, rinite alérgica e pneumonia.
As unidades de referência para crianças são o Pronto Atendimento Infantil do Hospital Municipal e o Vagalume Pronto Atendimento Infantil. As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas também atendem crianças com a mesma qualidade. Todas as UPAs adotam a triagem e classificação de risco para atendimento imediato de urgências e emergências.
Suzano aumentou cerca de 10% a demanda de atendimento infantil nas primeiras semanas de maio se comparado ao mês anterior. Os serviços de urgência e emergência são prestados no Pronto-Socorro Municipal, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Revista e o Pronto Atendimento (PA) de Palmeiras. De acordo com a pasta, os casos predominantes são infecção das vias aéreas superiores, amigdalite, bronquiolite, bronquite, sintomas gripais, entre outros.
Os atendimentos estão sendo realizados normalmente nos equipamentos de urgência e emergência, que mantêm as crianças em observação quando necessário até a liberação de leito hospitalar na região, conforme disponibilidade via Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), do governo estadual. Segundo a secretaria, não há fila de espera, e sim o tempo médio habitual conforme a sazonalidade.
Santa Isabel atendeu em média 40 crianças diárias na UPA no mês de abril e maio. As principais patologias são síndrome gripal e diarreia.
Em Arujá, no Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Barreto foram atendidos no mês de março, quando se inicia o outono, 487 crianças com síndrome respiratória. No mês de abril houve aumento de 8,82% nos casos, subindo para 530 atendimentos. Em comparação, a síndrome respiratória do adulto registrou no mês de março 538 casos e sofreu uma queda de 15,42% no mês de abril, com 455 casos.
Segundo o diretor clínico do Pronto Atendimento Municipal (PAM) Barreto, Alessandro Brunch, houve um aumento de cerca de 50% no número de casos de doenças respiratórias virais como sinusite, otite, faringite, bronquite, bronquiolite e pneumonia no mês de maio, por conta das baixas temperaturas.
Guararema registrou 1.423 atendimento de síndrome respiratória, mais 13 internações totalizando 1.436 atendimentos no período de 1 a 18 de abril. No mesmo período em maio, houve 1.408 atendimentos e mais sete internações, totalizando 1.415 casos.
Preocupados com o avanço das doenças de síndrome gripal, as Prefeitura reforçam que a vacina contra o vírus Influenza, causador da gripe, está disponível para todo o público com idade a partir de seis meses.
O uso de máscara continua sendo recomendado nas unidades hospitalares, a fim de garantir maior proteção dos pacientes à exposição viral, minimizando o contágio respiratório.