Polícia

Preso por suspeita de causar aborto em paciente, diretor técnico da Santa Casa de Mogi é solto

Apesar disso, diretor está proibido de acessar ou frequentar o hospital

20 FEV 2024 • POR Fernando Barreto - de Mogi • 15h13
Preso por suspeita de causar aborto em paciente, direto técnico da Santa Casa de Mogi é solto - Regiane Bento/Arquivo DS

O diretor técnico da Santa Casa de Mogi, Massimo Colombini Netto, foi solto nesta terça-feira após audiência de custódia, conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele foi preso nesta segunda (19) por suspeita de ter causado aborto em uma paciente do hospital.

Apesar da soltura, o diretor do hospital terá de seguir medidas impostas pela Justiça, como “comparecimento mensal em juízo, para informar e justificar atividades e proibição de acesso e frequência a Santa Casa de Mogi das Cruzes”, informa nota do TJ-SP.

Segundo boletim de ocorrência, o diretor é suspeito de já ter causado outros três abortos ao proibir ou atrasar o atendimento de pacientes grávidas em início de trabalho de parto.

Ainda segundo o boletim, a vítima passou por um médico às 4h40 da manhã desta segunda-feira, e foi feito pedido para internação, mas que “teria sido barrado pela administração do hospital”.

Em nota, a Santa Casa de Mogi se disse surpresa com a prisão em flagrante do médico e que ele será afastado até o fim das investigações.

“Apesar de apresentada toda a documentação médica e demonstrado que o atendimento prestado foi oferecido da melhor maneira, em razão do óbito da criança, ignorando cuidar o evento de uma fatalidade, entenderam os agentes à frente da apuração por conduzir o Diretor Técnico, que sequer estava presente quando da internação e exames, à Delegacia de Polícia, vindo a surpresa da condução a ser elevada ao quadrado com a notícia de sua prisão em flagrante”, diz trecho da nota (leia ela na íntegra no fim).

O DS busca contato com o advogado do diretor técnico.

Nota da Santa Casa

“Em 19 de fevereiro, segunda-feira, a Santa Casa de Misericórdia foi alvo de uma diligência do Ministério Público sob a justificativa de que uma parturiente teria sofrido, por problemas no atendimento, um aborto.

Apesar de apresentada toda a documentação médica e demonstrado que o atendimento prestado foi oferecido da melhor maneira, em razão do óbito da criança, ignorando cuidar o evento de uma fatalidade, entenderam os agentes à frente da apuração por conduzir o Diretor Técnico, que sequer estava presente quando da internação e exames, à Delegacia de Polícia, vindo a surpresa da condução a ser elevada ao quadrado com a notícia de sua prisão em flagrante.

Na presente data, restabelecendo o direito e a justiça, colocado em liberdade o médico diretor técnico, o qual, para lisura da investigação e demonstração de que nenhuma razão se teve o expediente adotado, ficará afastado de seu cargo até final conclusão das apurações.

A Santa Casa de Misericórdia, entidade mais do que centenária de benemerência, registra que tem empreendido todos os esforços para oferecer a melhor prestação de serviços à população em sua missão de salvar vidas e amenizar dores, debalde todas as dificuldades e falta de recursos, renovando seu compromisso com cada cidadã e cidadão da cidade de Mogi das Cruzes.”