Saúde

Telemedicina na UPA do Jardim Revista completa dois anos com mais de 7,76 mil atendimentos

Serviço pioneiro no município amplia o acesso às especialidades de Psiquiatria e Endocrinologia e consolida novo modelo de cuidado na rede pública de saúde

10 JAN 2026 • POR da Reportagem Local • 20h00
Telemedicina na UPA do Jardim Revista completa dois anos com mais de 7,76 mil atendimentos - Luana Bergamini/Secop Suzano

O Polo de Atendimento por Telemedicina instalado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas André de Abreu, no Jardim Revista, ultrapassou a marca de 7,76 mil atendimentos desde sua inauguração, em janeiro de 2024, na gestão do ex-prefeito Rodrigo Ashiuchi.

A unidade, que completa dois anos de funcionamento nesta sexta-feira (09/01), soma 5.147 consultas em Psiquiatria e 2.614 em Endocrinologia - números consolidados até 31 de dezembro de 2025 pela Secretaria Municipal de Saúde e que refletem o impacto direto da tecnologia no fortalecimento da rede.

A estrutura funciona em um contêiner integrado ao complexo da UPA, com dois consultórios preparados para os atendimentos remotos. Todas as consultas são realizadas de forma on-line, com hora marcada e duração média de 20 minutos para Psiquiatria e 15 minutos para Endocrinologia. Ao longo do período, foram registrados 6.562 agendamentos para Psiquiatria e 3.930 para Endocrinologia.

O fluxo de marcação das consultas segue critérios técnicos definidos pela Secretaria de Saúde. No caso da Psiquiatria, o agendamento é feito pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), por meio de planilha interna, conforme a disponibilidade dos médicos. Já as consultas de Endocrinologia são organizadas pela regulação de vagas da prefeitura, garantindo que os atendimentos cheguem a quem mais precisa, com equidade e organização.

Para a diretora administrativa da UPA do Jardim Revista, Andressa Angeloni, a consolidação do polo de telemedicina representa um avanço significativo na forma como o cuidado especializado é ofertado no município. “A telemedicina trouxe mais agilidade e conforto para os pacientes, além de fortalecer a continuidade do tratamento. Hoje conseguimos atender pessoas que antes enfrentavam longas esperas por uma consulta especializada, com a mesma qualidade e segurança do atendimento presencial”, destacou.

Segundo ela, a experiência acumulada nesses dois anos também permitiu aprimorar os processos internos e a integração com a rede básica. “O trabalho conjunto com as UBSs e USFs é essencial para que o serviço funcione bem. A cada mês conseguimos ajustar fluxos, reduzir faltas e garantir que o paciente chegue no horário certo, com toda a orientação necessária”, completou Andressa.

Além de facilitar o acesso, o serviço garante privacidade, conforto e comodidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes são previamente orientados pelas unidades de origem e recebem confirmação do agendamento, com data e horário definidos. No dia da consulta, têm acesso às prescrições e demais encaminhamentos necessários, assegurando que o atendimento remoto tenha a mesma efetividade do presencial.

Os resultados expressivos reforçam a importância da estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Saúde, que viu na telemedicina uma alternativa eficiente para ampliar a oferta de especialidades, especialmente em áreas com grande demanda, como a saúde mental. O secretário de Saúde, Diego Ferreira, avalia que o serviço representa uma mudança de paradigma no atendimento público. “A telemedicina se mostrou uma solução moderna e eficaz para ampliar o acesso da população a consultas especializadas. Em dois anos, conseguimos impactar diretamente a vida de milhares de pessoas, oferecendo um cuidado mais rápido, organizado e humanizado. Quero parabenizar o nosso sempre prefeito Rodrigo Ashiuchi, que levou essa ideia adiante, e agora segue em pleno funcionamento com o prefeito Pedro Ishi”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, o modelo também contribui para dar mais estabilidade ao acompanhamento dos pacientes, reduzindo os efeitos da rotatividade de profissionais. “Quando falamos de Psiquiatria, por exemplo, a continuidade do tratamento é fundamental. A tecnologia nos permite manter esse vínculo com o paciente e garantir que ele não fique desassistido. Esse é um serviço que simplifica muito o atendimento dessas especialidades na nossa rede de saúde”, finalizou Ferreira.