Cidades

Chuvas melhoram índice de reservatórios, mas situação ainda é crítica

População deve fazer uso consciente adotando medidas como banhos mais curtos

24 JAN 2026 • POR Laura Barcelos - da Reportagem Local • 08h00
Chuvas melhoram índice de reservatórios, mas situação ainda é crítica - Regiane Bento/Arquivo DS

Com as chuvas registradas na última semana, o Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) registrou alta de 6,6% e opera, nesta sexta-feira (23), com 27,9% da sua capacidade total. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. O sistema é responsável pelo abastecimento de cerca de 4 milhões de pessoas.

No último levantamento realizado pelo DS, no dia 13 de janeiro, o sistema trabalhava com 21,3% da capacidade, com acumulado total de 68,9 milímetros de chuva, 29% do esperado.

Com as chuvas registradas nos últimos dias, o sistema chegou a 74,5% do total de precipitação esperado para o mês. A média histórica indica 232,1 milímetros, mas o acumulado atual é de 172,9 mm. Entre a última terça-feira (13) e está sexta-feira (23), choveu 104 mm.

Apesar do retorno das chuvas e da melhora no nível das represas, o Governo de São Paulo alerta para a necessidade do uso consciente da água, uma vez que os atuais níveis do sistema continuam sendo considerados críticos e as ondas de calor têm aumentado o consumo de água em até 60%. 

“O uso consciente de água deve fazer parte da rotina das famílias, principalmente neste período de escassez, lembrando que a ação de cada um tem impacto na preservação do nível das represas responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. As represas voltaram a subir, mas os esforços pela economia não podem parar”, disse a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

A gestão da água dos mananciais utilizada para abastecimento da população ganhou um modelo integrado de monitoramento em São Paulo. Desde outubro, o Governo de São Paulo adota o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que acompanha como está o nível dos sete sistemas que produzem água para a Região Metropolitana de São Paulo, permitindo a tomada de decisões como, por exemplo, a redução de pressão noturna em períodos com baixo volume de água.