Mesmo com chuvas, economia de água é fundamental para manter níveis de reservatórios
Adotar gestos simples em ações como tomar banho, escovar os dentes e lavar a louça pode economizar centenas de litros de água
As fortes chuvas que têm caído sobre as cidades da Grande São Paulo nos últimos dias interromperam o ciclo de queda dos mananciais que abastecem a região, mas o Governo de SP alerta para a necessidade do uso consciente da água, uma vez que os atuais níveis do sistema continuam sendo considerados críticos e as ondas de calor têm aumentado o consumo de água em até 60%.
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que chegou a cair para 27,7% de sua capacidade, subiu para 33,6% nesta quarta-feira (28). O sistema Cantareira, cujas represas representam 40% do volume total do SIM, que operava perto dos 19%, também apresentou leve recuperação e subiu para 21,6%.
Um fator preocupante é que as fortes chuvas atingiram principalmente a região litorânea e Metropolitana de São Paulo. O sistema Cantareira é abastecido principalmente pelas águas dos rios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juqueri, na divisa com Minas Gerais, e Piracicaba, regiões que continuam com baixo índice de chuvas, e isso tem atrapalhado a recuperação do principal manancial do sistema.
O aumento no consumo de água na Grande São Paulo durante a intensa onda de calor fez o Governo de São Paulo reforçar a orientação para o uso consciente para economia de água. Adotar gestos simples em atividades rotineiras, como tomar banho, escovar os dentes e lavar a louça, pode economizar centenas de litros de água e aliviar a pressão sobre o sistema de abastecimento.
Modelo avançado de gestão hídrica
A Grande São Paulo passou a contar em 2025 com um modelo inédito e mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos recursos hídricos, com o objetivo de proteger reservatórios e mananciais do SIM e garantir o abastecimento da população. A metodologia do Governo do Estado estabelece sete faixas de atuação de acordo com os níveis de reservação nos períodos de chuva e de estiagem.
O planejamento de ações é feito com base em projeções que consideram os patamares de segurança da reservação dos mananciais, afluências, consumo e volume de chuvas. Essas variáveis são monitoradas de forma permanente pela SP Águas para assegurar a atualização contínua das projeções sempre que houver mudanças nesses cenários.
São definidas faixas de atuação sobre uma curva de projeção de 12 meses e o objetivo é que as medidas previstas em cada faixa sejam aplicadas sempre que necessário durante todo o ano para manter a segurança dos reservatórios.
As sete faixas de atuação representam etapas graduais de criticidade e orientam quais medidas de contingência serão adotadas em cada cenário. Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.