Cidades

Fortes chuvas deixam cidades da região debaixo d'água

Em Suzano, índices pluviométricos chegaram a 115 milímetros em menos de 60 minutos. O prefeito Pedro Ishi classificou como um "volume histórico"

28 JAN 2026 • POR Gabriel Vicco- Da Reportagem Local • 20h30
Suzano foi uma das cidades mais castigadas com as chuvas desta quarta-feira (28) - Isabela Oliveira/DS

As fortes chuvas da tarde desta quarta-feira (28) deixaram as cidades do Alto Tietê debaixo d’água, especialmente Suzano, Poá e Mogi das Cruzes. Foram registradas ocorrências de queda de árvores em Itaquá e Suzano, além de transbordamento de rios nas mesmas cidades.

De acordo com as informações da Prefeitura de Suzano, os índices pluviométricos chegaram a 115 milímetros em menos de 60 minutos. O prefeito Pedro Ishi classificou como um “volume histórico, há muito tempo não visto na cidade”.

Outros pontos citados pela Prefeitura que sofreram com alagamentos foram: Centro, Jardim Revista e Jardim Maitê. O DS recebeu vídeos de pontos de alagamento no Miguel Badra, Vila Urupês, Jardim Colorado e Parque Maria Helena.

A Prefeitura ressaltou que equipes da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e das Secretarias de Transporte e Mobilidade Urbana e de Manutenção e Serviços Urbanos foram mobilizadas para prestarem os atendimentos necessários.

A Defesa Civil registrou uma queda de árvore, na Avenida Paulo Portela, na região central, mas não houve vítimas. A administração disse que não houve chamado de moradores de áreas de risco monitoradas.
A Prefeitura reforçou os telefones para atendimentos em razão das chuvas: 199 e 4745-2150, ambos da Defesa Civil, e o 153, da GCM.

A administração de Mogi disse que a cidade registrou 95 milímetros entre 15 e 17 horas. O índice é o equivalente a duas semanas de chuvas esperadas para o mês de janeiro.

A Prefeitura disse que equipes da Defesa Civil e das secretarias de Serviços Urbanos e Zeladoria, Mobilidade e Assistência Social estiveram nas ruas para minimizar os impactos causados pelas chuvas.

As equipes seguem trabalhando com serviços de limpeza, desobstrução de galerias, retirada de resíduos e outros atendimentos emergenciais, além de cuidados e orientações de trânsito e atendimento a famílias, fazendo a distribuição de kits com colchões, lençóis, travesseiros, cestas básicas e produtos de limpeza.

A Defesa Civil registrou pelo menos 16 pontos de alagamentos em toda a cidade e ocorrências de queda de árvores em diversos bairros, sem mais detalhes.

A administração disse que segue monitorando a situação e está mobilizada para garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade o mais rápido possível.

Em Poá, a Prefeitura disse que foi registrado um volume de aproximadamente 100 milímetros. O índice foi considerado elevado pela administração e provocou pontos de alagamento em algumas regiões da cidade.
Não houve registros de ocorrências graves com vítimas, de acordo com a Prefeitura. As situações de alagamento foram normalizadas gradualmente.

A administração destacou a importância dos trabalhos preventivos realizados, como a limpeza do piscinão, córregos, bueiros e bocas de lobo. A Prefeitura mobilizou equipes da Defesa Civil e das secretarias de Serviços Urbanos, Trânsito, Assistência Social e Segurança.

Em Itaquá, a Prefeitura disse que foram registradas duas ocorrências: a do extravasamento do Rio Tietê, na altura do bairro Tipóia, e a queda de uma árvore no bairro Vila Sônia.

A cidade registrou um acumulado de 39 milímetros de chuva, com maior intensidade na região do Aracaré.
A Prefeitura afirmou que a Defesa Civil está em monitoramento constante das condições meteorológicas e está de prontidão para atender a população quando necessário.

Em Arujá, a chuva foi de 6 milímetros e não houve ocorrências. A Defesa Civil de Biritiba Mirim também não registrou ocorrências.