Região

Coordenadora de Fisioterapia do Unipiaget destaca cuidados com o peso das mochilas na volta às aulas

Estudos apontam que cerca de 68% das crianças e adolescentes ultrapassam o limite recomendado de carga para a coluna

30 JAN 2026 • POR Da região • 14h23
Divulgação

As férias estão terminando e, com o retorno às aulas, um cuidado especial deve ser adotado por pais e responsáveis: o peso das mochilas escolares de crianças e adolescentes. Você sabia que existe um limite seguro de peso que eles podem carregar?

Estudos apontam que cerca de 68% das crianças e adolescentes ultrapassam o limite recomendado de carga para a coluna, e esse excesso está diretamente associado a relatos frequentes de dores musculares, cansaço e desconforto ao longo do dia. Além disso, o peso excessivo da mochila pode contribuir para o surgimento de alterações posturais e até dificultar a realização de atividades simples da rotina escolar.

Com base nessas evidências, recomenda-se que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal do aluno, explica a coordenadora de Fisioterapia do Unipiaget, Maira Campos. “Por exemplo, uma criança que pesa 25 kg deve carregar, no máximo, uma mochila de 2,5 kg. Essa medida simples ajuda a reduzir o risco de dores e sobrecarga da musculatura e da coluna vertebral”, salienta.

A professora ainda destaca que não há um modelo único ideal, e sim o mais adequado para cada realidade. A mochila tradicional, usada nas costas, pode ser segura desde que seja ergonômica, com duas alças acolchoadas e ajustáveis, utilizada sempre nos dois ombros e com os materiais mais pesados posicionados próximos ao corpo. Já a mochila com carrinho é uma boa alternativa quando o volume de materiais é grande, pois reduz a sobrecarga na coluna, porém desde que o trajeto permita seu uso adequado, evitando escadas e terrenos irregulares.

Segundo Maíra, além da escolha correta da mochila, é fundamental orientar as crianças e adolescentes a levar apenas o material necessário para o dia, ajustar corretamente as alças e manter uma postura adequada durante o transporte. “Pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença na prevenção de dores e problemas posturais, promovendo mais saúde e bem-estar no ambiente escolar”, finaliza.