Capacidade do Sistema Alto Tietê aumenta 14,8% em um mês
Spat atua com menos de 40% da capacidade; situação ainda é crítica, apesar das fortes chuvas na região
O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) opera com 36,3% de sua capacidade, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), atualizados nesta segunda-feira (09). O sistema registrou aumento de 14,8% em um mês, quando operava com 21,5% em 9 de janeiro.
Até o momento, fevereiro registrou 55,8% do total de precipitação esperado para o mês. A média histórica indica 176,8 milímetros, já o acumulado do mês é de 98,7 mm.
Apesar do retorno das chuvas e da melhora no nível das represas, o Governo de São Paulo alerta para a necessidade do uso consciente da água, uma vez que os atuais níveis do sistema continuam sendo considerados críticos e as ondas de calor têm aumentado o consumo de água em até 60%.
No mesmo período de 2025, o Spat atuava com 51,4%, diferença de 15,1 pontos percentuais. O sistema é responsável pelo abastecimento de cerca de 4 milhões de pessoas.
Entre as medidas sugeridas para economizar água, estão os banhos mais rápidos e o uso prioritário de água para alimentação e higiene pessoal, evitando lavar carros e calçadas. “As represas voltaram a subir, mas os esforços pela economia não podem parar”, disse a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
Dados por represa
Entre as cinco represas que alimentam a região, nesta segunda-feira (09), a Taiaçupeba, localizada em Mogi das Cruzes, trabalha com o menor volume útil, de 31,4%, seguida pela Jundiaí, também em Mogi, com 35,2%. A represa Ponte Nova, situada na divisa entre Biritiba Mirim e Salesópolis, opera com 35,3%. A Paraitinga, em Salesópolis, trabalha com 45,4%. Já a barragem Biritiba, localizada em Biritiba Mirim, tem o maior volume da região, de 50,9%.