Região

Condemat+ apresenta estudo sobre disponibilidade hídrica subterrânea

Entrega técnica atende exigência do Comitê e consolida projeto voltado à redução da pressão sobre mananciais superficiais

19 FEV 2026 • POR da Região • 19h22
Condemat+ apresenta estudo sobre disponibilidade hídrica subterrânea - Divulgação

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (Condemat+) apresentou à Câmara Técnica de Gestão de Investimentos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT), nesta quinta-feira (19/02), os resultados finais do estudo “Identificação da Disponibilidade Hídrica Subterrânea”. A apresentação integra as exigências formais do Comitê e marca a etapa final do projeto. A análise, com foco na redução da demanda superficial hortifrutigranjeira na Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Alto Tietê Cabeceiras (APRM-ATC), abrange os municípios de Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Suzano. Realizado entre 2020 e 2024 pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), o levantamento identificou o potencial de uso da água subterrânea como fonte complementar para irrigação, propondo alternativas para reduzir a pressão sobre os mananciais superficiais.

O trabalho, apresentado pelo diretor de Programas e Projetos do consórcio, Augusto Hashimoto, incluiu diagnóstico da demanda agrícola, consolidação do cadastro de poços, investigação hidrogeológica detalhada, balanço hídrico espacializado e elaboração de mapa de favorabilidade, que indica a viabilidade de perfuração de poços. Também reforça a adoção de boas práticas e o uso racional da água. Como desdobramento, o Condemat+ articula, em parceria com o Instituto Água Sustentável (IAS), um programa de capacitação para produtores da região, com início previsto para março.

Foram visitadas 423 propriedades rurais, das quais 365 utilizam irrigação e apenas duas fazem uso de tensiômetro para controle da rega. O estudo aponta que 70% das propriedades dependem exclusivamente de água superficial, evidenciando a necessidade de otimização das fontes atuais, modernização das tecnologias de irrigação e adequação de poços fora dos padrões de qualidade.

Para a coordenadora da Câmara Técnica de Gestão Ambiental do Condemat+, Solange Wuo, a conclusão formal do projeto reforça o compromisso regional com a gestão responsável dos recursos hídricos. “O estudo disponibiliza aos municípios informações fundamentais para planejar o uso equilibrado da água, conciliando produção agrícola e preservação dos mananciais”, afirmou. Já o secretário executivo do consórcio, Adriano Leite, destacou que a entrega ao Comitê consolida o ciclo técnico do projeto. “As ferramentas apresentadas, como o mapa de favorabilidade e o balanço hídrico, oferecem base concreta para decisões estratégicas, fortalecendo a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável da região”, completou.