Cidades

Prefeituras fazem cálculos para destinar recursos contra enchentes

Em média, Suzano investe R$ 4,7 milhões em prevenção. Cidade reforça ações no combate às inundações

22 FEV 2026 • POR Gabriel Vicco- Da Reportagem Local • 14h00
Isabela Oliveira/DS

As cidades do Alto Tietê atuam, permanentemente, em ações para evitar enchentes nos períodos chuvosos do ano. Alguns municípios, inclusive, destinam verba anual para a prevenção de alagamentos.

As informações desta matéria são de Suzano, Mogi, Itaquá, Ferraz, Arujá e Santa Isabel. As demais prefeituras não responderam até o fechamento da reportagem.

Em Suzano, a Prefeitura informou que as atividades ocorrem de forma rotineira em toda a cidade. As ações incluem limpeza de rios, valas e bueiros para o escoamento de águas pluviais.

De acordo com a administração, foram retiradas 1.691 toneladas de resíduos em 2025, além da limpeza de 106 quilômetros da rede de drenagem. Além disso, foram retiradas 4.871 toneladas de pontos viciados no ano passado.

A Prefeitura destina, em média, R$ 4,7 milhões anualmente para a prevenção de enchentes.

A administração disse que já entregou ao Governo do Estado o projeto executivo para o reservatório de contenção de cheias nas proximidades da Praça do Sol Nascente, buscando mitigar os efeitos das fortes chuvas no rio Una. Também há um estudo para obras de drenagem no Parque Maria Helena.

A Prefeitura também protocolou, junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), um projeto de canalização e melhoria da fluidez de uma vala de drenagem aberta próxima à Rua Masanosuke Shibata, que recebe águas do Centro e deságua no rio Guaió.

Além disso, um projeto executivo para uma caixa de contenção para o córrego do Tanque, no Jardim Dona Benta, que será apresentado ao SP Águas.

A Prefeitura disse, também, que aguarda as ações do Governo do Estado para promover o desassoreamento dos rios Guaió e Taiaçupeba, que desaguam na foz do rio Tietê.

Atualmente, a cidade conta com 24 áreas com risco de enchentes, chamadas pela Prefeitura como “áreas de margem”. Em dias de chuva, os locais são acompanhados por agentes da Defesa Civil e, caso o nível suba, as ações necessárias são iniciadas.

Em Mogi, a Prefeitura colocou o combate às enchentes como prioridade, e várias secretarias contribuem para o custeio. Não existe um valor específico no orçamento destinado ao combate às enchentes.

As ações de prevenção, de acordo com a administração, incluem a manutenção preventiva, obras de drenagem e galerias pluviais, limpeza de cursos d’água, capacitação da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e Secretaria de Mobilidade, além de parcerias com o Governo do Estado.

Como exemplos, a Prefeitura citou a limpeza dos rios Tietê e Jundiaí, o trabalho preventivo às margens de cursos d’água, a Operação Verão e obras estruturantes, como o esgotamento sanitário da Vila Nova Jundiapeba, que receberá também a pavimentação das ruas com material intertravado.

Outra ação destacada pela Prefeitura é a destinação correta de lixo e materiais inservíveis, o que evita que sejam descartados irregularmente e, consequentemente, indo para o sistema de drenagem ou para os cursos d’água, dificultando o escoamento.

A Prefeitura reforçou que todas as ações utilizam recursos do Orçamento Municipal, dividido entre as várias secretarias, durante a execução anual.

Em Itaquá, a administração informou que o combate às enchentes integra o conjunto de ações permanentes, especialmente no âmbito da prevenção, monitoramento e resposta a situações de emergência.

Na prevenção, a cidade desenvolve ações com a execução de trabalhos de rotina, como a manutenção e limpeza de bocas de lobo, desassoreamento de córregos e de trechos do rio Tietê, além de serviços de varrição, capinação e limpeza urbana. Essas ações contribuem para a melhoria do escoamento das águas pluviais e a redução de pontos de alagamento.

Em relação aos recursos, o orçamento não prevê um valor específico para o combate às enchentes. No entanto, a Prefeitura destacou R$ 900 mil destinados a ações de regularização fundiária, que não são vinculadas, necessariamente, ao combate às enchentes, mas podem contribuir de maneira indireta para a redução da vulnerabilidade de algumas áreas.

A Defesa Civil de Itaquá atua no monitoramento contínuo de aproximadamente 30 áreas classificadas como suscetíveis a enchentes e outros eventos adversos. O acompanhamento, de acordo com a Prefeitura, é feito de forma preventiva, com o apoio de sistemas de alerta, sirenes, alto-falantes nas viaturas e estrutura operacional, como botes para resgate.

Os moradores dessas regiões recebem, constantemente, orientações e alertas sobre as condições meteorológicas por meio do serviço de SMS da Defesa Civil. Em situações de risco iminente, a recomendação é que busquem abrigo e acionem as equipes de emergência, por meio do 199.

Como medida de infraestrutura, um trecho da Avenida Ítalo Adami será contemplado com obras de canalização e drenagem de águas pluviais, além de pavimentação asfáltica. O investimento previsto é de R$ 13 milhões aproximadamente. O objetivo é ampliar a capacidade de escoamento da água, reduzir alagamentos e melhorar as condições de mobilidade e segurança viária na região.

Em Ferraz, a Prefeitura não passou detalhes orçamentários, mas disse que a cidade conta com 114 áreas passíveis de enchentes ou inundação. A Defesa Civil prioriza as que causam maior impacto, tanto no fluxo de pessoas quanto no de veículos.

A Secretaria de Serviços Urbanos de Ferraz tem direcionado, nesse período de chuvas fortes, suas forças e efetivo na desobstrução de córregos e galerias, reduzindo o potencial de enchentes.

A Prefeitura de Arujá disse que o orçamento no combate às enchentes está diluído entre as secretarias que participam desse trabalho. As ações preventivas são feitas pela Secretaria de Serviços, obras de contenção são feitas pela Secretaria de Obras e a fiscalização e vistoria são feitas pela Defesa Civil.

De acordo com a administração, não há áreas de alagamento, apenas áreas com baixa probabilidade de alagamento. Essas áreas são constantemente monitoradas pelos órgãos envolvidos e Defesa Civil.

Em Santa Isabel, a Prefeitura disse que duas obras estão em andamento, visando a canalização de córregos e ribeirões, dando maior fluidez para corpos hídricos, minimizando os impactos decorrentes das enchentes.

A previsão de investimentos é de cerca de R$ 4 milhões em obras de combate a enchentes, previstas no Plano Municipal de Macrodrenagem.

Atualmente, são sete pontos sujeitos a alagamentos. Esses locais recebem vistorias e acompanhamentos periódicos.