Lance Livre

Prisões de agressores

6 MAR 2026 • POR editoracao • 05h00

Um levantamento importante do Governo do Estado mostrou que a atuação das polícias Civil e Militar de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência doméstica em 2025 no estado. 
Um número importante porque mostra um fortalecimento da rede de proteção à mulher no Estado.
Um trabalho que é feito também em parceria com municípios, como Suzano, considerada uma cidade com equipamentos eficazes de combate à violência contra a mulher.
No Estado, a quantidade é 31,2% maior na comparação com o ano anterior, quando 14,1 mil autores foram detidos. O aumento é reflexo do endurecimento na fiscalização das decisões judiciais e da resposta mais rápida às denúncias, reforçando a estratégia do Governo de SP de interromper o ciclo da violência antes que ele evolua para casos mais graves.
Segundo o Estado, em São Paulo, essa resposta ganhou novo impulso com a consolidação do ‘SP Mulher’, sistema criado em 2023 para integrar dados, padronizar atendimentos e fortalecer a atuação conjunta das polícias Militar, Civil e Técnico Científica, desde o primeiro contato pelo 190, com as Cabines Lilás no Centro de Operações da PM (Copom), até o registro nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), Salas DDM 24 horas e DDM online.
A ampliação dos canais de denúncias é considerada estratégica, já que os dados mostram que, em 2025, das 270 vítimas de feminicídio no estado, 72% não haviam feito boletim de ocorrência anterior e apenas 22% tinham solicitado medida protetiva.
Para enfrentar esse cenário, o governo também ampliou o monitoramento eletrônico de agressores. O Estado de São Paulo é pioneiro no uso da tecnologia para salvar vidas e no monitoramento eletrônico de agressores de mulheres. O sistema de tornozeleiras nesses casos foi instituído em setembro de 2023 e, desde então, já foi utilizado em 712 agressores, dos quais 189 permanecem ativos. Além disso, possibilitou a condução à delegacia de 211 autores, dos quais 120 permaneceram presos por descumprimentos de medidas protetivas.
O aplicativo SP Mulher Segura conta com 45,7 mil usuárias e já registrou 9,6 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais por georreferenciamento, fortalecendo o acesso rápido à rede de proteção. O sistema cruza dados de localização de vítimas e agressores monitorados, permitindo respostas mais rápidas.
O estado também ampliou em 54% os espaços especializados de atendimento, com 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM 24h. A estratégia combina tecnologia, integração institucional e ampliação dos canais de denúncia para garantir efetividade à legislação, proteger vítimas e reduzir o risco de feminicídios.
É importante que o trabalho seja fortalecido para garantir, cada vez mais, proteção às mulheres do Estado.