Suzano amplia ações ambientais e se prepara para as mudanças climáticas
No último ano, durante a gestão do prefeito Pedro Ishi, mais de 1.800 mudas foram plantadas em diferentes regiões
A Secretaria de Meio Ambiente de Suzano tem ampliado ações voltadas à sustentabilidade e ao enfrentamento das mudanças climáticas. Durante o programa DS Entrevista, o secretário André Chiang destacou que a cidade vem estruturando políticas ambientais desde 2017, durante a gestão do ex-prefeito Rodrigo Ashiuchi.
Segundo ele, o objetivo é tornar o município mais resiliente diante de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e enchentes. "Estamos estudando e implementando conceitos como praças drenantes e jardins de chuva. Essas soluções ajudam a absorver a água da chuva, reduzindo o volume que vai diretamente para o sistema de drenagem da cidade", contou. Ele explicou ainda que "uma praça bem projetada pode ajudar a absorver a água da chuva, reduzir ilhas de calor, aumentar a permeabilidade do solo e melhorar a qualidade ambiental da região".
Dentre os projetos da pasta, está a expansão do projeto Árvore Familiar, que permite o plantio de árvores por famílias da cidade. "Hoje a atividade está concentrada no Parque Max Feffer, mas existe uma diretriz do prefeito Pedro Ishi para que, no momento certo, o projeto seja ampliado para outras regiões de Suzano, incluindo praças e outros espaços públicos", afirmou Chiang.
No entanto, o secretário faz um alerta: não são apenas essas atividades e projetos que contribuem para o meio ambiente na cidade. “Muita gente pensa apenas em plantar árvores ou cuidar de áreas verdes, mas vai muito além disso. Quando, por exemplo, é construída uma ciclovia ou ciclofaixa junto a uma nova via, estamos incentivando o uso de bicicletas e outros meios de transporte menos poluentes. Isso também faz parte das políticas ambientais”, explicou.
Ações ambientais
Ainda durante o programa, Chiang mencionou como o município utiliza instrumentos urbanísticos para estimular empreendimentos sustentáveis. “Se uma empresa apresenta um empreendimento com reuso de água, energia solar ou soluções ambientais, ela pode ter redução em determinadas taxas ou impostos”, afirmou. Ele ressaltou que “Essas são ações que vão além da Secretaria de Meio Ambiente, mas fazem com que toda a cidade respire sustentabilidade nos novos projetos”.
Outro destaque das ações ambientais é o plantio de árvores na cidade. Apenas no último ano, durante a gestão do prefeito Pedro Ishi, mais de 1.800 mudas foram plantadas em diferentes regiões do município. “Isso equivale aproximadamente a um estádio do Suzano e meio em extensão arborizada”, comparou o secretário.
Chiang ressaltou que o plantio é feito com base em planejamento técnico. A Prefeitura realizou um levantamento das chamadas “ilhas de calor”, em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e com a Secretaria de Planejamento Urbano, para identificar áreas da cidade com temperaturas mais elevadas.
Com esses dados, o município passou a direcionar o plantio de árvores para locais onde elas podem contribuir de forma mais efetiva para a redução do calor e a melhoria do ambiente urbano. “O plantio não é feito de forma aleatória. Existe um estudo técnico que define os locais mais adequados, respeitando o espaço urbano, as calçadas e as características de cada região”, explicou Chiang.
As espécies das árvores utilizadas são, em sua maioria, nativas e adaptadas ao solo da cidade. “Elas levam em torno de três a quatro anos para atingir um estágio que já consideramos adulto, quando passam a oferecer sombreamento e outros benefícios ambientais”, disse. Chiang também pontuou que “Isso é relativamente rápido, o solo de Suzano é muito favorável para o desenvolvimento dessas árvores”.
A secretaria também realiza o monitoramento constante da arborização urbana. Nos casos em que a retirada de árvores é necessária, geralmente por doença ou risco de queda, a decisão é tomada somente após análise técnica e emissão de licença ambiental.
O secretário destacou ainda que as mudanças climáticas têm trazido novos desafios para a arborização urbana. “Hoje vemos árvores saudáveis quebrando por causa da força dos ventos. Por isso, priorizamos espécies adequadas ao ambiente urbano, evitando copas muito grandes ou crescimento excessivo”, afirmou.