OAB de Suzano alerta para 'golpe do falso advogado' e orienta clientes
Criminosos entram em contato com clientes por meio de mensagens, ligações telefônicas ou aplicativos de comunicação
A 55ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Suzano informou que acompanha as orientações institucionais sobre o chamado “golpe do falso advogado”, prática criminosa em que golpistas utilizam dados públicos de processos judiciais para se passar por advogados ou integrantes de escritórios e solicitar transferências às vítimas.
De acordo com a subseção, os criminosos entram em contato com clientes por meio de mensagens, ligações telefônicas ou aplicativos de comunicação, muitas vezes utilizando nomes, fotos ou logotipos de escritórios para dar aparência de legitimidade ao pedido. Geralmente, o contato ocorre com a justificativa de que o pagamento de um valor seria necessário para liberar quantias relacionadas ao processo judicial.
Ainda segundo a OAB Suzano, a orientação é que qualquer solicitação de pagamento seja confirmada diretamente com o advogado contratado, utilizando os canais oficiais previamente informados pelo escritório.
Em caso de suspeita ou eventual prejuízo, a recomendação é preservar registros das conversas, guardar comprovantes e registrar boletim de ocorrência para que as autoridades competentes possam investigar o caso.
A Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB-SP) também publicou uma cartilha com orientações de prevenção sobre esse tipo de fraude. O material explica que os golpistas costumam utilizar técnicas de engenharia social e até mensagens falsas para convencer vítimas a fornecer dados pessoais ou realizar transferências financeiras, aproveitando-se de informações públicas disponíveis em processos judiciais.
Entre outras recomendações, a cartilha orienta que advogados informem previamente aos clientes quais são os canais oficiais de contato do escritório, inclusive com a indicação de telefones, WhatsApp e e-mail utilizados para comunicação. O material também destaca a importância de alertar clientes de que valores de processos judiciais não dependem de pagamentos antecipados para serem liberados, medida considerada essencial para evitar novas vítimas.