Editorial

Segurança hídrica do Estado

24 MAR 2026 • POR editoracao • 05h00

Para escapar de uma crise hídrica, o Governo de São Paulo vem adotando medidas para aumentar a resiliência hídrica no estado com ações como a adoção do novo modelo de monitoramento dos mananciais e o investimento em obras de grande porte para aumentar a oferta de água tratada à população.
A iniciativa, sem dúvida, é importante para garantir o abastecimento a milhões de pessoas no Alto Tietê.
O monitoramento é um modelo inédito que permite a gestão dos mananciais em tempo real, proporcionando mais rapidez na tomada de decisões em períodos de escassez hídrica. Realizado pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), reúne dados dos sete reservatórios interligados da Grande São Paulo, e oferece, além de índices pluviométricos, comparativos com períodos anteriores, possibilitando decisões baseadas no desempenho do conjunto dos mananciais, e não apenas de um sistema isolado.
A nova metodologia de monitoramento das represas estabeleceu sete faixas de atuação, de acordo com os níveis dos mananciais. As faixas correspondem a etapas graduais de criticidade e orientam os gestores sobre as medidas que devem ser adotadas em cada cenário. 
Segundo o governo estadual, uma das medidas adotadas em função das faixas de restrição foi a redução da pressão da água noturna na Grande São Paulo para preservação dos mananciais por 8 horas, estendida depois para 10 horas em função do agravamento da estiagem no segundo semestre de 2025, como prevê as faixas 1, 2 e 3.
A partir da faixa 4, a ampliação da redução pode ser ampliada para 12 horas, 14 horas e 16 horas, de acordo com o nível de estiagem, e no pior cenário, na faixa 7, é determinado o rodízio de água entre regiões.
Um dos principais focos do Governo de São Paulo têm sido os investimentos em obras de resiliência hídrica.
E ess iniciativa é importante para tentar evitar uma crise no abastecimentos. Nos últimos anos, a Sabesp concluiu importantes obras que reforçaram o sistema de abastecimento do Sistema Integrado Metropolitano.
Entre as principais obras estão a transposição do Jaguari-Atibainha, que permite a transferência de água da bacia do Paraíba do sul para o Sistema Cantareira, a conclusão do sistema São Lourenço, que permite a captação de 6,4 mil litros de água por segundo, e a transferência do Itapanhaú para o Sistema do Alto do Tietê, que permite a captação de 2,5 mil litros por segundo, todas já em operação.