Secretária destaca investimento e ações contra enchentes
Natália Resende, chefe da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, participou de reunião do Condemat+ e vistoriou obras
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende destacou R$ 6 bilhões de investimentos em recursos hídricos e R$ 4,7 bilhões em água e esgoto nas cidades do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (Condemat+). O balanço foi feito durante a 1ª Assembleia Ordinária do Conselho de Prefeitos do Condemat+ nesta sexta-feira (27), em Suzano.
“Só na parte de recursos hídricos o estado está investindo R$ 6 bilhões desde 2023. Nós temos R$ 4,7 bilhões em andamento só em água e esgoto”, comentou. A secretária destacou obras estruturantes que vêm sendo executadas no Alto Tietê. Em Suzano, uma estação que operava abaixo do potencial passou a atingir a capacidade máxima após intervenções recentes. Ela reforçou o compromisso com o desassoreamento dos rios que cortam a cidade.
Já em Itaquaquecetuba, os investimentos somam cerca de R$ 1 bilhão em infraestrutura. Já em Mogi das Cruzes, ela destacou um investimento de R$ 240 bilhões pelo BID para coleta em um ponto crucial da cidade. “Nós estamos totalmente abertos, à disposição, para renovação de outorgas na região”.
Na ocasião, a secretária também realizou uma visita técnica às obras de desassoreamento do Rio Tietê, dentro do programa IntegraTietê. A intervenção tem investimento de R$ 59,1 milhões e deve beneficiar mais de 1,24 milhão de pessoas, ampliando a capacidade de escoamento do rio e reduzindo riscos de enchentes na região.
Natália ressaltou que está chegando a 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados do Alto Tietê-Pinheiros desde 2023, o equivalente a 370 mil caminhões. “O desassoreamento, a retirada de sedimentos, é muito importante para melhorar o escoamento dos cursos d’água, para mitigar efeitos de enchentes”.
Segundo ela, em 2023, cerca de 63 bilhões de litros de esgoto estavam caindo por mês no rio Tietê. Esses números reduziram 10 bilhões no último levantamento. “Quando chegamos em 2023, fizemos uma estratégia climática colocando ações de curto, médio e longo prazo, olhando até 2050. Neste primeiro ciclo de 3 anos, nós colocamos 45 ações e 101 sub-ações divididas na parte de saúde única, segurança alimentar, segurança hídrica, zona costeira, biodiversidade e duas de forma transversal, que são infraestrutura e justiça climática. Não queremos planos no papel, queremos um plano na vida das pessoas”
Outro ponto abordado foi a transposição da represa Billings para o sistema Taiaçupeba que deve ampliar a oferta hídrica em até 4 mil litros por segundo. Além disso, citou a ampliação do programa Refloresta, que já recuperou mais 34 mil hectares no Estado e deve avançar também na região do Alto Tietê, incluindo parcerias com produtores rurais.
Projetos
Natália destacou que o plano é trazer a universalização da água no Estado de São Paulo até 2026, melhorando cada vez mais a resiliência hídrica do estado. Além disso, há projetos para que as obras de desassoreamento continuem.
“Colocamos em consulta pública uma PPP (Parceria Público-Privada) bem importante para conseguirmos deixar um contrato de 15 anos para desassoreamentos. Esse contrato é de R$ 9,5 bilhões que o estado vai colocar para que nos próximos 15 anos termos desassoreamento desde Salesópolis até Pirapora, são 182,9 quilômetros. É para um desassoreamento constante, como o que estamos fazendo desde 2023”.
Dentre os projetos citados, a secretária também destacou ações comunitárias de educação e conscientização ambiental com as comunidades que moram na beira do rio Tietê. “Temos também um projeto de restauração, paisagismo, reflorestamento principalmente para as margens do Tietê, queremos devolver o orgulho do rio Tietê para as pessoas”, disse. “Vamos caminhar juntos, avançar juntos. Contem com a Secretaria de Meio Ambiente para resiliência do estado”, completou.
Escassez hídrica
A secretária também reforçou que o Governo de São Paulo tem adotado estratégias de longo prazo para enfrentar os desafios relacionados a escassez hídrica. “Trabalhamos com a prevenção e contingência. Por conta de toda essa prevenção que estamos fazendo, desde agosto do ano passado, conseguimos economizar 118 bilhões de litros de água”.
Prefeitos cobram reforço em drenagem e infraestrutura regional
Durante a reunião, prefeitos do Condemat+ apresentaram uma série de demandas ao governo do Estado, com destaque para descentralização do licenciamento ambiental e a necessidade de ampliar a capacidade técnica dos municípios.
O prefeito de Suzano, Pedro Ishi, questionou sobre obras de drenagem e a criação de reservatórios para contenção de cheias na duplicação da Rodovia Índio-Tibiriçá. Em resposta, a secretária afirmou que há estudos para a questão. Ela também afirmou que o Governo tem trabalhado para fortalecer órgãos técnicos e ampliar a capacitação e se colocou à disposição. “Queremos melhorar a resiliência do estado e vamos conseguir”, finalizou.
Estavam presentes no evento o prefeito de Suzano, Pedro Ishi; prefeita de Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale; o prefeito de Arujá e presidente do Condemat+, Luís Camargo; o prefeito de Biritiba Mirim, Carlos Alberto Taino Júnior, o Inho; o prefeito de Santa Isabel, Carlos Augusto Chinchilla Alfonzo; o prefeito de Salesópolis, Rodolfo Marcondes; o vice-prefeito de Guararema, Odvane Rodrigues; o vice-prefeito de Jacareí, Edgard Sasaki; representantes de Poá e Itaquaquecetuba; a coordenadora da Câmara Técnica de Meio Ambiente do Condemat+, Solange Wuo; representantes da SPÁguas e da Cetesb; o presidente da Câmara de Suzano, Artur Takayama; além de outros vereadores e secretários.