Segurança

Com 3,1 mil câmeras, Alto Tietê quer ampliar sistema de monitoramento

Suzano é a cidade com o maior número de câmeras com 1,3 mil equipamentos

29 MAR 2026 • POR Gabriel Vicco - da Reportagem Local • 20h00
Câmeras de monitoramento devem ser ampliadas nas cidades da região - Mauricio Sordilli/Secop Suzano

O Alto Tietê conta com, pelo menos, 3.146 câmeras de monitoramento ao redor de suas cidades e quer aumentar o número nos próximos meses. As informações são das prefeituras de Suzano, Mogi, Itaquá, Ferraz, Arujá e Guararema. As demais cidades não responderam até o fechamento desta reportagem.

Suzano é a cidade com o maior número de câmeras de monitoramento, com 1.346, sendo: 47 do Governo do Estado, por meio do Muralha Paulista; 99 câmeras próprias, com 15 delas fazendo parte do Smart Suzano; e 1,2 mil instaladas nas escolas municipais.

Todas as câmeras de monitoramento da cidade estão interligadas com a Central de Segurança Integrada (CSI).
A Secretaria de Segurança Cidadã prevê a ampliação dos equipamentos, sendo instaladas 20 câmeras fixas espalhadas pela cidade, além da instalação de estruturas, um sistema mais avançado de monitoramento e suporte 24 horas para sanar possíveis falhas de sistema.

A Prefeitura reforçou a importância das câmeras de segurança ao redor da cidade. “Havendo alguma irregularidade, acidente ou situação de risco, as informações capturadas pelas câmeras são passadas e equipes são destacadas para o local”.

As câmeras da cidade contribuem e auxiliam a GCM, Defesa Civil, o Setor de Fiscalização de Posturas e a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana.

No caso do Smart Suzano, as câmeras realizam o reconhecimento facial em tempo real, cruzando informações com bases federais e estaduais, com alto índice de precisão para localizar foragidos e procurados da Justiça.

A Prefeitura de Mogi afirmou que o Smart Mogi é o maior programa de monitoramento do Alto Tietê, contando com 730 câmeras instaladas, sendo 260 de reconhecimento facial e 470 de leitura de placas de veículos e monitoramento.

A administração reforçou que o sistema já foi responsável pela prisão de pessoas que cometeram diversos crimes, como estupro, roubo, furto, tráfico de drogas, homicídio, estelionato, importunação sexual, entre outros. No entanto, não necessariamente esses crimes aconteceram em Mogi.

As câmeras com reconhecimento facial permitem a localização de procurados da Justiça que passarem pelos equipamentos de monitoramento da cidade. Os equipamentos fazem a leitura do rosto das pessoas e compara com o banco de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP).

Caso algum procurado seja identificado, o Centro de Operações Integradas (COI) recebe um alarme. É feita a conferência da imagem com a fotografia do procurado e, caso seja confirmado, a GCM é acionada.

De acordo com a Prefeitura, os locais que receberam as câmeras foram escolhidos com base em estudos técnicos e estatísticas da Secretaria de Segurança.

A administração de Itaquá disse que 20 câmeras estão instaladas nas entradas e saídas da cidade, interligadas por um servidor que possui um sistema inteligente de leitura de placas de veículos, chamado “Muralha Eletrônica”.

Esse sistema emite relatórios a cada hora, além de monitorar a restrição de caminhões em quatro ruas de grande fluxo de veículos.

A GCM também tem acesso ao sistema para auxiliar em investigações e na identificação de suspeitos, atuando de forma integrada com as polícias Civil e Militar.

A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos disse que a cidade tem aproximadamente 200 câmeras de monitoramento. A administração pretende aumentar o número de equipamentos. Os pontos que receberão as novas câmeras serão estudados de acordo com os “hot spots” de criminalidade na cidade. Além disso, as escolas, UBSs e pontos de concentração de pessoas serão priorizados.

Em Arujá, são 600 câmeras de monitoramento. Guararema são 250.