Associação dos Vigilantes realiza Bingão e reforça luta por direitos no Alto Tietê
Eventos beneficentes para apoiar entidades sociais serão realizados em Suzano
A Associação dos Vigilantes do Alto Tietê vai sediar, no dia 11 de abril, um Bingão Beneficente para arrecadar fundos em Suzano. Segundo o presidente da associação, Edson Pereira Reis, conhecido como Edinho Guerreiro de Fé, todos os recursos serão encaminhados para entidades realizarem seus trabalhos sociais.
O evento será realizado na rua 19 de Julho, número 173, no bairro Jardim Boa Vista e contará com roda de samba, música de banda, djs e barracas. Ainda no mês de abril, a associação terá a Primeira Missa de São Jorge, no dia 23 de abril, no mesmo local.
Sobre a associação
Oficialmente chamada de Associação dos Vigilantes São Jorge Guerreiro de Fé, a entidade busca organizar e lutar pelos direitos dos vigilantes da região. O Alto Tietê conta com cerca de 8 mil vigilantes cadastrados pela Polícia Federal.
Edinho conta que queria fundar a associação desde o início de sua profissão. “Procurei participar das assembleias e lutas, pois é um espaço importante para nós trabalhadores. Porém, eu percebia que a falta de participação dos vigilantes era muito grande, e ainda é. No decorrer dos anos, a ideia de uma associação foi amadurecendo, criamos um coletivo de trabalhadores em Suzano e depois a entidade foi fundada oficialmente em novembro de 2025”, disse.
A primeira luta, em 2008, foi em prol de diversos direitos para os vigilantes, mas principalmente para o vale refeição. “O coletivo que formamos na época foi responsável por organizar a greve, junto com o sindicato da categoria. Ali tivemos ganhos muito importantes, sendo o maior deles o vale refeição”, contou Edinho.
Mais recentemente, a ideia da associação renasceu com a luta pela aposentadoria especial para os vigilantes. “O projeto se encontra parado na comissão de finanças e queremos pressionar os deputados”, disse o presidente. Edson ainda ressaltou que “ainda somos um grupo pequeno de trabalhadores, mas queremos unir todos os vigilantes para lutarem por seus direitos”.
Outros projetos incluem cursinho popular com professores para preparar seguranças e vigilantes de escolas e a reinserção dos trabalhadores no mercado de trabalho. “Hoje, um vigilante que atinge seus 45 ou 50 anos está novo para se aposentar e é visto no mercado de trabalho como velho demais. Queremos iniciar um diálogo com as empresas de segurança e formação de vigilantes para que eles voltem a admitir esse profissional”, explicou Edinho.