Segurança em condomínios é dever de todos, afirmam especialistas
Advogado Cristian Sivera e CEO da RP Portaria e Serviços, Rafael Freire, estiveram no Condomínio em Foco
A segurança nos condomínios é um dever de todos os moradores e funcionários, de acordo com o advogado condominial Cristian Sivera e com o CEO da RP Portaria e Serviços, Rafael Freire, que estiveram no programa "Condomínio em Foco", do Diário de Suzano, na última semana.
“A segurança é uma ação conjunta entre a empresa terceirizada, a gestão do condomínio e os moradores. A portaria é a primeira barreira de entrada”, disse Rafael.
O advogado alertou para que não aconteçam “caronas” nos condomínios. Ou seja, quando entra um veículo autorizado e, enquanto o portão está aberto, outro carro se aproveita para entrar. Isso coloca em risco os moradores e funcionários do condomínio. É importante sempre fazer a identificação dos visitantes nos momentos de entrada no condomínio.
Outra ação de segurança muito utilizada em condomínios são as câmeras de monitoramento. Apesar de existirem equipamentos em todos os locais dos condomínios, Cristian reforçou a privacidade das pessoas.
“Em qualquer lugar que vamos, estamos sendo filmados de alguma forma. A biometria facial é um dado sensível pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e são protegidas. Aquele que deixar com que as biometrias faciais vazem será responsabilizado”, disse o advogado.
De acordo com Cristian, as imagens só podem ser divulgadas pelos responsáveis pelo condomínio quando não é possível identificar terceiros.
“Se acontecer algum fato e precisar das câmeras, é necessário fazer o requerimento ao síndico. Ele vai ver e se não tiver mais nada de nenhum outro morador, ele pode disponibilizar as imagens. Mas, sempre que for possível identificar outros moradores, visitantes e crianças, o síndico não deve fornecer”.
Outro assunto abordado por moradores de condomínios em relação às câmeras de segurança são os pontos cegos que podem existir. O CEO da empresa de serviços falou sobre os estudos que são feitos antes da instalação das câmeras.
“Depende da extensão do condomínio. Quando vamos fazer um novo contrato, procuramos fazer uma análise de risco antes, vamos fazer o apontamento de onde tem câmera, onde falta, se tem ponto cego. Se tiver algum ponto cego, instalamos mais câmeras”, explicou Rafael.
A participação completa de Cristian e Rafael no "Condomínio em Foco" pode ser vista no YouTube, Facebook e site do Diário de Suzano.