Cultura realiza 2ª edição do projeto 'Suzano Cores e Inspirações' com ateliê ao ar livre
Atividade do Profart ocorreu na Praça João Pessoa nesta quarta-feira (22/04) e integra programação dos 77 anos da cidade com experiência artística em espaço público
A Secretaria Municipal de Cultura realizou nesta quarta-feira (22/04) a segunda edição do projeto “Suzano Cores e Inspirações”, levando oficinas de pintura em tela ao ar livre para a Praça João Pessoa, na região central. A atividade integra a programação alusiva ao aniversário de 77 anos da cidade, comemorado no dia 2 de abril, reunindo 30 alunos do Programa de Formação Artística (Profart) em uma vivência voltada à observação e à interpretação do espaço urbano.
Os participantes foram organizados em revezamento entre os períodos da manhã e da tarde. O grupo é formado por integrantes do Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, do Centro Cultural Colorado Monteiro Lobato e do Centro Cultural Boa Vista Nelson da Cruz. Durante o encontro, eles produziram telas a partir da observação direta do espaço urbano, explorando diferentes enquadramentos da praça, elementos da paisagem e o fluxo cotidiano de pessoas. As produções envolveram técnicas de perspectiva, luz, sombra e composição, além do uso de cores para representar detalhes arquitetônicos, áreas verdes e cenas do dia a dia, estimulando a interpretação individual de cada aluno sobre o ambiente.
A atividade contou com acompanhamento do arte-educador de pintura em tela Gilberto Mattos e da coordenadora do Profart, Alessandra Dunia, responsáveis pela orientação dos alunos ao longo do processo criativo. A ação também despertou o interesse do público que circulava pelo local, com moradores buscando informações sobre o projeto e interagindo com os participantes.
Outro ponto foi a distribuição de materiais institucionais do Profart, com o objetivo de ampliar a divulgação das atividades formativas oferecidas pela Secretaria Municipal de Cultura e fortalecer o acesso da população às ações culturais.
A coordenadora Alessandra Dunia, destacou a proposta prática da atividade e a vivência proporcionada aos alunos. “Quando a gente traz a pintura para o espaço público, o exercício muda completamente. Eles deixam de trabalhar com referência e passam a observar o que está acontecendo ao redor, a luz do momento, o movimento das pessoas, os detalhes da praça. Isso exige mais atenção e autonomia, e o resultado aparece nas telas”, afirmou.
O secretário municipal de Cultura, José Luiz Spitti, enfatizou o papel da iniciativa na aproximação com a população. “Além do processo formativo, a atividade também abre diálogo com quem circula pelo espaço. As pessoas param, perguntam, acompanham o que está sendo produzido. Isso amplia o alcance do projeto e mostra, na prática, como a arte pode ocupar a cidade e se conectar com o dia a dia da população”, declarou.