Recorde de inadimplência entre empresas reforça importância da gestão do fluxo de caixa
Brasil fechou 2025 com 8,9 milhões de empresas inadimplentes e R$ 213 bilhões em dívidas; especialista alerta para a necessidade de planejamento financeiro
O recorde de inadimplência entre empresas no Brasil acende um alerta para empresários de todos os portes. Dados divulgados pela Serasa Experian em abril mostram que o país encerrou 2025 com 8,9 milhões de empresas inadimplentes, no maior patamar da série histórica, somando R$ 213 bilhões em dívidas. Segundo o levantamento, houve aumento de cerca de 2 milhões de empresas em relação ao fim de 2024.
Para Rafael Vieira, CEO da HIC Investimentos, esse cenário reforça a importância de uma gestão mais rigorosa do fluxo de caixa. “Você não consegue gerir uma empresa num formato profissional sem ter um fluxo de caixa bem desenhado”, afirma.
Segundo ele, muitos empresários ainda analisam apenas o volume de vendas, sem considerar o intervalo entre faturar e receber. É justamente esse descompasso entre entrada e saída de recursos que pode comprometer a operação, mesmo quando a empresa está crescendo.
“O fluxo de caixa ajuda na tomada de decisão do dia a dia. Fazer uma venda hoje para receber daqui a 180 dias pode não ser tão vantajoso quanto parece, principalmente quando a empresa precisa honrar despesas imediatas, como folha de pagamento, tributos, fornecedores e custos fixos”, explica.
Os dados da Serasa mostram ainda que a pressão é maior sobre os pequenos negócios. Do total de empresas inadimplentes ao fim de 2025, 8,5 milhões eram micro e pequenas empresas, responsáveis por R$ 185,4 bilhões em dívidas. Cada CNPJ negativado acumulava, em média, sete contas em atraso, com dívida média de R$ 23.818,30.
Na avaliação de Vieira, o problema nem sempre está na falta de vendas, mas na ausência de previsibilidade financeira. “Muitas empresas crescem sem acompanhar corretamente o momento das entradas e das saídas. Isso gera necessidade de capital não planejada e pode empurrar o empresário para linhas de crédito mais caras, reduzindo margem e ampliando o risco financeiro”, diz.
Para o CEO da HIC Investimentos, o fluxo de caixa deve ser tratado como ferramenta estratégica. “Quem conhece o próprio caixa consegue se antecipar, negociar melhor, planejar compras e tomar decisões com mais segurança. Gestão financeira não é só controle. É base para crescer com consistência”, conclui.
HIC Investimentos
HIC Investimentos é uma assessoria de investimentos vinculada a Necton, uma empresa BTG Pactual. Está sediada em Mogi das Cruzes, com atuação em toda a região do Alto Tietê e foco estratégico na construção, proteção e busca de patrimônio. Atende pessoas físicas e jurídicas com soluções personalizadas, apoiando decisões financeiras com base em planejamento, estratégia e visão de longo prazo.