Celulares seguem como alvo fácil de criminosos; especialista orienta prevenção e cobra leis
Uso distraído nas ruas aumenta risco de roubo; tecnologia ajuda, mas comportamento ainda é principal defesa
O colunista do DS e apresentador do programa “Operação de Risco” da RedeTV, Jorge Lordello, alerta que o aparelho se tornou um dos principais alvos dos criminosos e reforça que a prevenção é essencial.
Segundo ele, somente em 2025 foram registrados mais de 150 mil celulares roubados no País. Lordello também menciona que, de acordo com dados de organismos internacionais, o Brasil já chegou a concentrar 25% dos roubos de celulares do mundo, cenário que evidencia a gravidade do problema.
Para o especialista, o comportamento das vítimas é determinante. “As pessoas não entendem essa problemática e andam com o celular nas mãos o tempo todo. O criminoso localiza a vítima ideal, aquela que está distraída”, afirma. Ele destaca que muitos usuários não conseguem se desconectar do aparelho nem mesmo em locais públicos, o que facilita a ação criminosa.
Entre as principais orientações, Lordello recomenda evitar o uso do celular nas ruas, manter o aparelho guardado e, sempre que possível, no modo silencioso. O uso deve ser feito apenas em locais considerados seguros. “As pessoas precisam agir de forma proativa para não se tornarem alvos fáceis”, reforça.
Além dos roubos, o uso excessivo do celular também tem impacto na segurança viária. De acordo com o especialista, o número de acidentes e atropelamentos aumentou devido à desatenção provocada pelo uso do aparelho.
No campo das políticas públicas, Lordello defende mudanças na legislação para tornar as punições mais efetivas. “A lei precisa ter caráter intimidativo”, afirma.
Outro desafio, segundo o especialista, é a comercialização ilegal de aparelhos, principalmente pela internet, o que dificulta a fiscalização. Ele também cita ações como operações em lojas físicas para verificar a procedência dos celulares, além do uso de tecnologias que permitem bloquear dispositivos roubados ou enviar mensagens informando a restrição do aparelho.
Enquanto mudanças mais amplas não avançam, o especialista reforça que a principal proteção ainda está na atitude do usuário. “O criminoso procura facilidade. Evitar a exposição é o primeiro passo para não se tornar vítima”, conclui.