Cidades

Projeto prevê eliminar passagem de nível e criar transposição aérea

Projeto é considerado essencial para segurança viária na cidade

2 MAI 2026 • POR Danielly Miguel - Da Reportagem Local • 07h00
Projeto prevê a substituição por uma estrutura aérea - Regiane Bento/Arquivo DS

A Prefeitura de Suzano segue em tratativas com a empresa de logística e transporte ferroviário, MRS, para viabilizar a substituição da passagem de nível por uma transposição aérea no município, na região de Palmeiras, na Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31). 

As informações foram apresentadas pelo secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Elvis Vieira, no DS Entrevista do último dia 22, destacando a medida como fundamental para reduzir acidentes em um dos trechos ferroviários mais críticos do país.

A substituição da passagem de nível da MRS no distrito de Palmeiras, em Suzano, por uma estrutura aérea segue em discussão entre a concessionária e a administração municipal. O tema já foi amplamente debatido com as Secretarias de Obras e de Transporte, que defendem a intervenção com uma solução necessária para ampliar a segurança no local.

Segundo Vieira, a proposta de uma transposição aérea é tratada como prioridade. "Debatemos muito isso com a MRS, juntamente com o secretário de Transporte e o secretário de Obras. Entendemos que hoje pensar uma transposição aérea ali é questão de segurança", afirmou.

Vieira destacou que, dentro do trecho operado pela MRS no Brasil, Suzano apresenta um dos maiores números de acidentes com mortes. "É bom lembrar que Suzano, dentro do projeto da MRS, do trecho que ela atravessa no Brasil, é o trecho que mais tem acidentes com mortes no país", ressaltou.

O cenário já motivou ações pontuais, como a construção de uma passarela para pedestres na região da Estrada do Mizukami. Ainda assim, a preocupação permanece, especialmente em relação ao tráfego de veículos. "Ali na estrada do Frigorífico acabou de ser feita uma passarela para que a pessoa possa atravessar de forma segura", citou.

Segundo o secretário, a dinâmica ferroviária também impacta diretamente o trânsito local. "Você fica parado com o carro muito tempo, porque o transporte de carga não vai parar", explicou. Ele alertou ainda para os riscos de acidentes; "Pode dar uma pane e o trem não conseguir parar", completou.

Apesar do alinhamento entre as partes, o projeto ainda não avançou para execução. De acordo com Vieira, isso ocorre devido a outras discussões de infraestrutura em andamento. "Só não avançou ainda porque tem o debate da duplicação da Rodovia Índio Tibiriçá", disse.

O secretário também destacou que o investimento necessário deverá ser feito pela concessionária. "O investimento teria que ser da MRS nesse caso", afirmou, acrescentando que há interesse mútuo na execução da obra. "Para eles também é muito interessante, porque reduz o número de acidentes", concluiu.