Alto Tietê zera casos de febre amarela, mas mantém vacinação
Região reforça vacinação e ações preventivas enquanto estado de São Paulo confirma seis ocorrências da doença
Nenhum município do Alto Tietê, que respondeu ao levantamento realizado pelo DS, registrou casos suspeitos ou confirmados de febre amarela em 2026. Apesar disso, as cidades têm intensificado ações de vacinação e conscientização após o estado de São Paulo confirmar seis casos da doença neste ano.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo soma seis casos confirmados de febre amarela em 2026, com três mortes e três pacientes recuperados. Os casos confirmados estão concentrados nas regiões do Vale do Paraíba e de Sorocaba, e todos os casos foram registrados em pessoas não vacinadas. Autoridades reforçam alerta sobre a importância da imunização, principal forma de prevenção.
Em Suzano, a vacinação segue sendo realizada de forma rotineira nas unidades de saúde para pessoas de nove meses a 59 anos, já idosos acima de 60 anos devem realizar avaliações junto ao médico. O município segue realizando mobilizações por meio de redes sociais da Prefeitura e cartazes nos equipamentos públicos. A Secretaria também destacou ações anteriores de busca ativa e vacinação casa a casa realizadas em março de 2024 e junho de 2025, além de mobilização específica em fevereiro deste ano para vacinar viajantes durante o período de Carnaval que se deslocariam para áreas endêmicas.
O município não possui casos suspeitos ou confirmados em 2026 e orienta que moradores procurem a unidade de saúde mais próximas para verificar a situação vacinal, especialmente quem recebeu dose fracionada em meados de 2018, que deve ser atualizada para a dose plena.
Em Mogi das Cruzes, a vacinação também está disponível durante todo o ano nas unidades de saúde, incluindo horários estendidos e ações em eventos como o programa Rua Mais Feliz, além de aberturas aos sábados conforme programação da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar.
O município também reforça a recomendação de revacinação para quem recebeu a dose fracionada entre 2017 e 2018, período em que cerca de 340 mil pessoas foram imunizadas na cidade. A administração também orienta sobre contraindicações, como para pessoas com imunossupressão, gestantes e mulheres que amamentam bebês com menos de seis meses. Também não há registros da doença neste ano.
Já em Poá, foi realizado um “Dia D” de vacinação contra febre amarela e sarampo em fevereiro de 2026, na Praça da Bíblia. Apesar de não haver campanha ativa no momento, a vacina segue disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e ações de orientação vêm sendo realizadas durante atividades de campo, como a Avaliação de Densidade Larvária (ADL). O município também não registrou casos neste ano.
Em Ferraz, a Secretaria de Saúde informou que o município promove a intensificação da vacinação contra febre amarela desde março de 2025, com diversas ações extramuros. Em 2026, a estratégia inclui vacinação nas escolas e continuidade das ações em empresas e regiões com maior vulnerabilidade. Atualmente, a vacina contra a febre amarela segue disponível por livre demanda em todas as Unidades Básicas de Saúde e nas ações externas. O município não registrou casos suspeitos ou confirmados da doença neste ano.
O município de Itaquá informou que a vacina contra a febre amarela está disponível nas UBSs para pessoas a partir de 9 meses, conforme o calendário do Ministério da Saúde. A Secretaria reforça que a imunização é a principal forma de prevenção e é especialmente recomendada para que ainda não foi vacinado ou precisa atualizar a dose. Não há casos suspeitos ou confirmados no município em 2026, mas a orientação é que a população se vacine. O município também alerta para que, ao identificar primatas mortos ou doentes, a população não toque nos animais e acione o Centro de Controle de Zoonoses.
Em Arujá, a Secretaria de Saúde intensificou as ações com “Dia D” de vacinação, campanhas de conscientização, busca ativa e ações extramuros, inclusive no período de pré-Carnaval e em datas ao longo dos meses seguintes. O município também realizou ações de multivacinação em abril e prevê continuidade em maio. Dados apontam aumento de 5,27% nas doses aplicadas entre 2024 e 2025, com mais de mil aplicações registradas em 2026. Não há casos confirmados no município, e a orientação é que a população mantenha a caderneta atualizada.
Em Santa Isabel, a vacina contra a febre amarela é ofertada de forma ampla nas unidades de saúde, com ações contínuas de orientação e divulgação junto à rede assistencial. No momento, não há campanha específica em andamento, sendo a vacinação realizada de forma rotineira, garantindo acesso contínuo à população. O município não registrou casos suspeitos ou confirmados em humanos em 2026, nem ocorrência de epizootias (mortes de primatas não humanos).
Já Guararema informou que aderiu às estratégias estaduais de intensificação da vacinação contra febre amarela em 2026, com ações realizadas principalmente no início do ano para ampliar a cobertura vacinal.
Além das ações municipais, o Ministério da Saúde orienta a população a ficar atenta aos sintomas iniciais da febre amarela, que incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas costas, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas mais graves após um breve período sem sintomas.
A recomendação é que, ao apresentar esses sinais, a pessoa procure imediatamente uma unidade de saúde e informe sobre viagens recentes para áreas de risco, possíveis picadas de mosquito e contato com regiões onde houve registro de morte de primatas. As autoridades também reforçam que, ao identificar primatas mortos ou doentes, informar às autoridades sanitárias do município ou estado. A população pode também registrar casos por meio de plataformas oficiais como SISS-Geo.