Região

2º Seminário Antirracista marca o pioneirismo de Ferraz em questões raciais

Trabalhos de diversas escolas da rede municipal são expostos durante o evento, que ocorre no período da manhã e da tarde

13 MAI 2026 • POR da Reportagem Local • 16h45
Trabalhos de diversas escolas da rede municipal são expostos durante o evento, que ocorre no período da manhã e da tarde - Camile Melo/ Secom FV

A Secretaria de Educação de Ferraz de Vasconcelos realizou nesta quarta-feira (13), no Rotary Club, na Avenida Brasil, 121, o “2º Seminário Antirracista: Educação Antirracista na Prática”. A iniciativa marca o pioneirismo de Ferraz de Vasconcelos no desenvolvimento de práticas antirracistas e no desenvolvimento de políticas de equidade para todos os alunos da rede. 

Durante os eventos, havia cartazes explicativos mostrando o trabalho realizado por cada escola. Cada unidade escolar poderia escolher uma personalidade afro-brasileira ou indígena que seria trabalhada com as crianças ao longo dos semestres.

Com  a frase: “Educação Antirracista: não é apenas um ‘tema’ para ser ensinado em datas comemorativas, mas algo que deve estar no centro do currículo escolar”, de Zara Figueiredo, como um dos fundamentos do encontro, o evento buscou capacitar profissionais da educação para a implementação efetiva das leis que regem o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, combatendo o racismo estrutural no ambiente escolar e reafirmando o compromisso com uma educação democrática e inclusiva. 

O seminário contou com a participação de representantes do movimento negro e indígena, como Vera Fênix e Silvia Paula Ribeiro dos Santos, mais conhecida como Silvia Caimbé que trataram sobre a importância de levar a cultura brasileira para dentro das escolas e trabalhar de forma assidua o respeito e igualdade desde a infancia.

O momento também contou com uma apresentação cultural da dança Carimbó, com o público 60+ do Projeto Aconchego OIAEU. A professora do projeto, Áurea Catarina Peres, relatou: “Não tem como falar de Carimbó sem trazer em foco a cultura afro. As danças brasileiras não foram criadas nas academias, foram criadas na rua, nas giras, e essa é a identidade de ser brasileiro”, declarou. 

O representante da Política Nacional de Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas (PNEERQ), José Vandei S. Oliveira, afirmou o protagonismo ferrazense em relação ao desenvolvimento de políticas de equidade: “Fico muito feliz por ver uma cidade tão engajada com a causa. Ferraz de Vasconcelos vem se destacando com a criação da cartilha da autodeclaração e do protocolo antirracista. Mesmo uma cidade grande como São Paulo ainda não desenvolveu o protocolo; estamos na construção desse documento normativo e usando o conteúdo de Ferraz de Vasconcelos como referência”, pontuou. 

A Secretaria de Educação de Ferraz de Vasconcelos teve muitos avanços nos últimos anos, com projetos que continuam em andamento. A secretária de Educação, Paula Trevizolli, falando sobre a campanha da autodeclaração, relatou: “Conheço muitas mães e até as próprias crianças não tinham a confiança de ir até a unidade escolar realizar a autodeclaração, mas agora batemos a meta de 100% das crianças com declaração étnico-racial concluída. Esse é um avanço muito significativo para a cidade.