Editorial

Qualidade de vida

23 MAI 2026 • POR editoracao • 05h00

O ranking de qualidade de vida dos municípios é uma ferramenta indispensável para orientar políticas públicas eficientes, atrair investimentos econômicos e expor as desigualdades socioespaciais de um país. Ao traduzir dados complexos em um índice comparativo, ele transfere o foco do crescimento puramente econômico (como o PIB) para o bem-estar real e cotidiano do cidadão.
Nesta semana, um novo levantamento sobre qualidade de vida no Brasil trouxe um retrato atualizado de como vivem os brasileiros em diferentes regiões do País.
O Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações, analisou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, avaliando aspectos que vão muito além da economia. Diferentemente de índices que medem apenas a riqueza gerada, como o PIB, o IPS busca entender se essa riqueza se traduz em benefícios reais para a população, considerando fatores como moradia, saúde, segurança, educação, acesso à informação, inclusão social e qualidade ambiental. O resultado mostra que, apesar de uma leve melhora na média nacional, o país ainda convive com fortes desigualdades regionais e desafios importantes quando o assunto é desenvolvimento social.
O Alto Tietê se destaca no ranking nacional. Mogi das Cruzes, Arujá e Itaquá são as melhores colocadas.
Entre as dez cidades da região, Mogi lidera o ranking com 69,21 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Em seguida está Arujá (67,58); Itaquá (67,24); Poá (66,73); Guararema (65,69); Suzano (64,94); Ferraz de Vasconcelos (63,91); Santa Isabel (62,08); Biritiba Mirim (61,51); e Salesópolis (59,23).
O DS trouxe os resultados em reportagem especial, assinada pela jornalista Laura Barcelos.
Gavião Peixoto, localizada no interior de São Paulo, é a 1ª colocada no ranking nacional, com 73,10 pontos. Já em último lugar está Uiramutã, em Roraima, com 42,44 pontos. A pesquisa também mostra que 18 das 20 cidades com maior pontuação estão localizadas no Sul e Sudeste do País, enquanto 19 das 20 com menor colocação estão no Norte e Nordeste.
Já a média do Brasil é de 63,40. Entre as dimensões do IPS Brasil, Necessidades Humanas Básicas alcançou a melhor pontuação geral média, de 74,58. 
O levantamento não mede apenas riqueza ou capacidade econômica, mas se a população consegue acessar direitos, serviços e condições dignas de vida.