Volume do Alto Tietê recua e sistema opera com 51,3% da capacidade
Sistema opera com 51,3% da capacidade; três represas tiveram redução no volume e previsão de possível El Niño acende alerta para o Sudeste
O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) registrou queda d e 1,4 ponto percentual entre 28 de abril e esta quinta-feira (28), passando de 52,7% para 51,3% da capacidade total. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Até o momento, maio registrou 78,6% do total de precipitação esperado para o mês. A média histórica indica 54 milímetros, enquanto o acumulado é de 42,4 milímetros.
Entre as cinco represas que abastecem o sistema, três apresentaram redução no volume armazenado e duas registraram aumento no período analisado. Atualmente, duas barragens operam abaixo dos 50% da capacidade.
A maior queda foi registrada na represa Biritiba, localizada em Biritiba Mirim. Em um mês, o reservatório passou de 43,8% para 33,9% da capacidade, redução de 9,9 pontos percentuais. A barragem opera com o menor volume entre as represas do sistema.
Em seguida aparece a represa Ponte Nova, na divisa entre Biritiba Mirim e Salesópolis. O volume caiu de 45,8% em abril para 44% em maio, redução de 1,8 ponto percentual.
Já a represa Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, registrou a menor variação negativa do sistema. O reservatório passou de 69,4% para 69,1%, queda de 0,3 ponto percentual, mantendo o maior volume armazenado entre as barragens do Alto Tietê.
Por outro lado, duas represas apresentaram aumento no período analisado. A barragem de Paraitinga, em Salesópolis, passou de 58,8% em abril para 60,2% em maio, acréscimo de 1,4 ponto percentual.
A represa Jundiaí, localizada em Mogi das Cruzes, também registrou alta de 1,4 ponto percentual, subindo de 65,4% para 66,8% da capacidade.
O cenário dos reservatórios ocorre em meio ao monitoramento das condições climáticas para o segundo semestre. Segundo prognóstico atualizado pelo Centro de Previsão da NOAA, órgão dos Estados Unidos que acompanha a temperatura do Oceano Pacífico equatorial, há 82% de chance de confirmação do fenômeno El Niño até o fim de 2026.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ainda não há definição sobre a intensidade do fenômeno, mas especialistas apontam que um eventual El Niño moderado pode provocar inverno mais quente no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, além de atrasar a próxima estação chuvosa e ampliar a preocupação com os reservatórios da região.