Bunkyo reúne 180 famílias associadas e mantém atividades
Presença japonesa em Suzano, porém, começou muito antes da criação da associação
Atualmente, o Bunkyo reúne cerca de 180 famílias associadas e mantém atividades que vão muito além da preservação das tradições japonesas. A entidade conta com departamentos voltados para práticas esportivas, culturais e educacionais, como o Departamento de Mães, Haha no Kai, a Comissão de Jovens do Bunkyo (CJB), Seinen Bunkyo, Kendô, Aikidô, Sumô, Gateball, Taikô, Karaokê e a tradicional Escola de Língua Japonesa, que oferece aulas presenciais e online.
Segundo Reinaldo Katsumata, a procura pelo idioma japonês tem crescido entre pessoas sem ascendência oriental. “Hoje, cerca de 60% dos alunos não são descendentes. São jovens e adultos que gostam da cultura japonesa, dos mangás, dos animes e querem aprender a língua”, afirma.
A presença japonesa em Suzano, porém, começou muito antes da criação da associação. De acordo com o presidente, algumas famílias da cidade descendem diretamente dos passageiros do Kasato Maru, navio que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil em 18 de junho de 1908.
A chegada desse grupo foi possível graças ao Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão, assinado em Paris em 5 de novembro de 1895. Em 2026, o acordo completa 131 anos. “Existem famílias em Suzano que descendem dos imigrantes que vieram no Kasato Maru. A família Nakamura e a família Taira são alguns exemplos”, explica.
Ele destaca ainda que muitos desses pioneiros estão sepultados no Cemitério São Sebastião, considerado um dos marcos da presença japonesa no município. “Quando recebo professores vindos do Japão, um dos primeiros lugares que mostro é o cemitério. Lá estão enterrados alguns dos primeiros imigrantes que chegaram ao Brasil em 1908”, conta.
Após deixarem as fazendas do interior paulista, muitos japoneses se estabeleceram principalmente na região de Palmeiras, Fazenda Guaió e Boa Vista.