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Região 'segura' vacinas suspesas da dengue e monitora reações

Prefeituras da região recolhem doses preventivamente após orientação da Anvisa

18 JUN 2026 • POR Guilherme Cerqueira - da Reportagem Local • 06h00
Vacina da Dengue foi suspensa e cidades seguem recomendação - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Após a suspensão temporária da vacinação contra a dengue da Butantan-DV na última semana (8), o DS contatou prefeituras do Alto Tietê para saber se a mesma ainda se encontra nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios e quais intervenções foram tomadas.


De antemão, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (Condemat+) confirmou que a medida foi adotada na região após ter sido temporariamente interrompida de forma preventiva, seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Em nota, o Condemat+ informou que, de acordo com o Governo do Estado, as pessoas que já receberam a vacina seguem protegidas pelo imunizante. Quem foi vacinado mais recentemente deve permanecer atento ao aparecimento de sintomas e procurar atendimento médico caso apresente sinais como febre ou qualquer outra manifestação que necessite de avaliação por um profissional de saúde. Além de pontuar que segue acompanhando atentamente as orientações das autoridades sanitárias competentes, reforça a importância de que a população busque informações apenas por canais oficiais.


A Prefeitura de Suzano, por sua vez, informou que há 195 doses da vacina Butantan-DV no município, e que seguem em suspensão. Reforçou que não houve necessidade de intervenções até o momento.


Arujá informa que foram aplicadas 258 doses no município. E que ainda há 160 doses em estoque, mantidas segregadas e sob condições adequadas de conservação, conforme orientação do Ministério da Saúde, sem descarte ou movimentação até novas diretrizes oficiais. Até o momento, foram registrados apenas casos leves comunicados supostamente atribuíveis à vacinação; existem 59 casos em investigação de evento suspeito associado à aplicação da vacina no município.


Para continuar com o projeto de imunização, o município adota a intervenção da aplicação da QDenga conforme diretrizes vigentes do Programa Nacional de Imunizações e disponibilidade de doses. O estoque atual é de 147 doses. A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou, em nota, que foram aplicadas 626 doses, todas em servidores da pasta, entre 11 de fevereiro e 2 de abril de 2026. Foram registradas 226 notificações de sintomas após a aplicação, o que representa 36,10% do total de pessoas vacinadas. De todos os casos, apenas um foi classificado como grave, mas, posteriormente, foi encerrado pelo Governo do Estado como “reação de ansiedade associada à vacinação e/ou estresse desencadeado em resposta à vacinação”.


Ferraz de Vasconcelos informou que não conta com nenhuma vacina do Instituto Butantan em suas salas de vacinas. E que todo o estoque de vacina dengue do fabricante Butantan disponível permanece segregado e armazenado na Central Municipal e Rede de Frio. Nenhuma intervenção foi necessária até o momento.
Poá suspendeu todas as vacinas do Butantan em sua rede e segue realizando a imunização com a QDenga em todas as UBSs. Até o momento, não foi registrado nenhum evento grave.


Santa Isabel informa que não há nenhuma dose da vacina Butantan-DV em suas UBSs, e que os indivíduos vacinados que tiveram reações adversas, tiveram as devidas notificações.


Guararema, por sua vez, informa que suspendeu toda a aplicação de doses da vacina Butantan-DV.

 

Municípios devem guardar vacina do Butantan até nova decisão

Os municípios e estados devem guardar as vacinas contra dengue do Butantan até uma nova orientação do Ministério da Saúde, informou o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.


Na última segunda-feira (8), o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina após o registro de 42 casos de reações graves e duas mortes, que estão sob investigação para saber se há correlação com a vacina. 


"A orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, nós não vamos distribuir mais vacinas de dengue por hora. Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurar essa vacina. Os municípios que eventualmente tenham vacinas no seu território devem também guardar essas vacinas até segunda ordem", explicou Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional. 


Foi a vigilância de rotina do Programa Nacional de Imunização (PMI) que identificou as 42 pessoas que apresentaram dor abdominal, vômitos persistentes, episódios de sangramento e até perda de consciência.