Polícia

Governador demite investigador condenado por extorquir comerciante em Suzano

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou um investigador da Polícia Civil, condenado por extorsão qualificada contra um comerciante de Suzano

30 JUN 2026 • POR da Reportagem Local • 15h39
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou um investigador da Polícia Civil, condenado por extorsão qualificada contra um comerciante de Suzano - Divulgação/Polícia Civil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou um investigador da Polícia Civil, condenado por extorsão qualificada contra um comerciante de Suzano. 


O DS teve acesso ao decreto com a publicação no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (29) informando da decisão.


De acordo com os autos do processo, o crime ocorreu em 2024, quando o investigador e outro homem, um prestador de serviços que realizava reparos em viaturas da corporação, abordaram a vítima enquanto ela dirigia. 


Os dois estavam em um veículo descaracterizado e, com arma em punho, ordenaram que o comerciante parasse e levantasse a camiseta. Durante a abordagem, o investigador abriu o porta-malas do carro da vítima e questionou sobre a carga. Ao ver que o comerciante transportava pães e papel higiênico, o investigador afirmou que aquilo era 'crime contra a saúde' e que o levaria à delegacia caso não houvesse um 'acerto'. Exigiu então o pagamento de R$ 10 mil para não efetuar a prisão.


A vítima foi obrigada a entrar na viatura descaracterizada, onde os dois suspeitos a constrangeram a pagar a quantia, dando prazo até as 14h daquele mesmo dia. O comerciante, que afirmava estar com a documentação em ordem, procurou a Corregedoria da Polícia Civil e foi orientado a gravar as ligações dos criminosos.


Por volta das 14h24, o investigador ligou para a vítima e combinou o local para o pagamento: um supermercado da cidade. Com o apoio de policiais da Corregedoria, o comerciante entregou o dinheiro e, no momento da transação, os dois suspeitos foram abordados e presos em flagrante.


O investigador foi condenado a 8 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de multa. Já o comparsa, que não era policial, recebeu pena de 7 anos de reclusão em regime semiaberto, também com multa. A decisão pela perda do cargo foi assinada pelo governador e publicada no Diário Oficial.