Editorial

O valor da prevenção

15 JUL 2026 • POR editoracao • 05h00

O trânsito faz parte da rotina de milhões de brasileiros e, por ser uma atividade tão comum, as vezes acaba sendo encarado com excesso de confiança. Entretanto, basta um instante de distração, uma escolha equivocada ou a falta de manutenção de um veículo para que um trajeto rotineiro se transforme em uma tragédia. Por isso, quando o assunto é mobilidade, a segurança começa muito antes de um motorista ligar o motor. Ela tem início na prevenção.
A vistoria dos veículos de transporte escolar realizada pela Prefeitura de Suzano, reportagem publicada pelo Diário de Suzano na edição de terça-feira (14), é um exemplo de como medidas preventivas contribuem para reduzir riscos. A verificação das condições mecânicas dos veículos, da documentação dos motoristas e monitores e do cumprimento das normas de segurança demonstra que a prevenção deve ser encarada como parte essencial da prestação de um serviço que transporta milhares de estudantes diariamente.
Embora a fiscalização seja uma responsabilidade do poder público, a construção de um trânsito mais seguro depende da participação de todos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) costuma reforçar uma mensagem simples e direta: a paz no trânsito começa por cada cidadão. Essa reflexão evidencia que preservar vidas exige atitudes individuais e coletivas, capazes de reduzir acidentes e tornar a convivência nas vias mais harmoniosa.
Nesse contexto, algumas condutas fazem toda a diferença. Jamais dirigir após o consumo de bebida alcoólica, respeitar os limites de velocidade, evitar o uso do telefone celular durante a condução, manter distância segura dos demais veículos, utilizar corretamente o cinto de segurança e os equipamentos de proteção, respeitar a sinalização e realizar manutenções periódicas são atitudes que podem parecer simples, mas têm impacto direto na preservação da vida. Também merece destaque a direção defensiva, baseada na atenção constante, na capacidade de prever situações de risco e na adoção de comportamentos prudentes. Em um trânsito onde diferentes pessoas dividem o mesmo espaço, a comunicação entre condutores, ciclistas e pedestres, por meio do uso correto da sinalização dos veículos e do trânsito, contribui para reduzir conflitos e evitar ocorrências .
Os números de acidentes registrados anualmente nas cidades da região demonstram que ainda precisamos avançar na construção de uma cultura de segurança viária. Fiscalização, educação para o trânsito, infraestrutura adequada e manutenção dos veículos formam um conjunto indispensável para esse objetivo, mas nenhum desses fatores substitui a responsabilidade individual de quem ocupa as vias.
A prevenção não elimina todos os riscos, mas reduz significativamente a possibilidade de que erros, falhas mecânicas ou imprudências resultem em perdas irreparáveis. Cuidar do veículo, respeitar as leis de trânsito e adotar uma postura consciente ao volante não são apenas obrigações previstas na legislação. São demonstrações de respeito à própria vida e à de todos aqueles que compartilham diariamente as ruas e estradas.