Vacina da gripe: menos de 50%
A alta cobertura vacinal contra a gripe (influenza) nos municípios é fundamental para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de evitar a sobrecarga dos serviços locais de saúde pública.
Especialistas apontam que os principais benefícios são, por exemplo, a redução do risco de complicações em idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas ou comorbidades.
Há também a imunidade coletiva. Uma comunidade amplamente vacinada diminui a circulação do vírus, protegendo também quem não pode se vacinar por restrições médicas.
Na edição desta quarta-feira (29), o DS trouxe reportagem mostrando que a cobertura vacinal contra a gripe influenza entre os grupos prioritários segue abaixo da meta em todos os municípios do Alto Tietê.
Dados do Ministério da Saúde, referentes ao período de 1º a 30 de junho de 2026, mostram que a região atingiu 46,94% de cobertura, com 91.873 doses aplicadas, percentual inferior à meta de 90% estabelecida para a campanha nacional de vacinação.
Entre os dez municípios da região, Arujá apresentou o melhor desempenho, com 60,02% de cobertura vacinal e 6.167 doses aplicadas. Em seguida, Guararema, com 58,91% e 2.172 doses, Santa Isabel, com 55,71% e 3.857 doses, e Mogi das Cruzes, que alcançou 53,04% de cobertura após aplicar 25.909 doses, o maior volume da região.
Há uma preocupação por conta desse percentual.
Para aumentar a cobertura da vacinação contra a gripe (influenza), os municípios precisam adotar ações práticas que facilitem o acesso da população e combatam a hesitação vacinal, com reforço importante e apoio do Estado.