Saúde descarta 9 casos de sarampo na região; cobertura vacinal é de 89%
Cinco cidades da região registraram notificações de casos suspeitos, todos descartados pelo Estado
A Secretaria de Estado da Saúde descartou nove casos suspeitos de sarampo registrados em cinco cidades do Alto Tietê. Apesar de a região não ter confirmações da doença, a cobertura vacinal segue abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS), de 95% para cada uma das doses do imunizante.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Alto Tietê registra cobertura de 89,22% na primeira dose da vacina e de 76,82% na segunda, índices 5,78 e 18,18 pontos percentuais abaixo da meta, respectivamente.
As notificações de casos suspeitos ocorreram em Suzano (3), Itaquaquecetuba (3), Mogi das Cruzes (1), Poá (1) e Guararema (1). Todos os casos foram descartados.
Entre os municípios da região, Salesópolis apresenta a maior cobertura vacinal, com 104,82% na primeira dose e 86,75% na segunda. Em seguida aparecem Arujá, com 98,68% e 89,6%, respectivamente; Poá, com 93,44% e 75,55%; Biritiba Mirim, com 93,29% e 85,23%; Mogi das Cruzes, com 89,51% e 71,74%; Santa Isabel, com 88,21% e 86,69%; Suzano, com 85,74% e 74,60%; Itaquaquecetuba, com 84,35% e 69,98%; Guararema, com 81,46% e 69,1%; e Ferraz de Vasconcelos, com 72,77% e 60,04%.
Multivacinação
Nesta segunda-feira (3), teve início a Campanha de Multivacinação para atualização da Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As doses estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de vacinação.
O esquema vacinal recomendado contra sarampo prevê duas doses para crianças: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses, geralmente com a vacina tetraviral. Jovens e adultos de até 29 anos devem ter registro de pelo menos duas doses ao longo da vida, enquanto pessoas de 30 a 59 anos devem ter recebido ao menos uma dose. A vacina é geralmente contraindicada para gestantes e pessoas imunossuprimidas.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização é considerada a principal medida para prevenir casos, complicações e surtos da doença, além de reduzir o risco de reintrodução e circulação sustentada do vírus.