Secretário leva a estudantes projeto inovador de combate à desinformação
Lançado pela Secop, o projeto leva autoridades no assunto para ensinarem crianças importância da checagem
O projeto ‘Verdade na Rede’, lançado pela Secretaria de Comunicação de Suzano (Secop), visa estimular as crianças matriculadas, em Suzano, sobre a importância da checagem de informações veiculadas. O secretário de Comunicação Pública (Secop), jornalista Paulo Pavione, explicou durante o ‘DS Entrevista’ como o projeto nasceu, seus objetivos e os desafios enfrentados.
Pavione é formado em jornalismo, com capacitação em gestão de mídias sociais e em comunicação pública pela Cásper Líbero. Além de ter especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela PUC, é pós-graduado em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela Anhembi Morumbi.
O jornalista explicou que a rapidez na comunicação é a maior vilã. “Um dos grandes desafios enfrentados é a rapidez na comunicação e informação, que nem sempre é correta e confiável. É um projeto que busca, em cerca de um mês, fazer uma formação com as crianças do 4º ano do ensino fundamental aqui da nossa Rede Municipal de Ensino, onde a gente fala dos malefícios da internet, sobre fake news, cyberbullying e tudo aquilo que talvez não é tão retratado no dia a dia”, destacou.
Sobre a escolha da faixa etária escolhida, Paulo Pavione comentou que a escolha das crianças reflete até nos mais velhos, como por exemplo, os avós das crianças. “A gente está em colisão de dois mundos, né? Da criança que hoje já nasce com todo o aparato digital, e com os mais velhos que não tiveram essa mesma oportunidade. Então, hoje, a gente vê muitas pessoas acima dos 60 anos caindo em golpes no celular. Então, eles – as crianças - chegam em casa, falam que para você confiar na notícia, você tem que ter fontes, questionar de onde está vindo aquela notícia, aquela informação. Então, eu quis fazer no 4º ano justamente para eles irem já se adaptando a esse processo. E o quarto ano, as crianças estão de oito a dez anos, eles já conseguem entender um pouquinho mais sobre rede social e internet”, destacou.
Paulo Pavione, comentou que a Secop conta com uma equipe de monitoramento constante.
Exigência do diploma para a exercício jornalístico
Pavione não hesitou ao demonstrar sua opinião na exigência do diploma para exercer a função de jornalista. “Tem pessoas hoje que aprenderam na prática, porém, tem muitas pessoas que se utilizam dessa abertura para se intitular jornalistas e não corroboram com a construção da notícia e da informação”, comentou. Ele ainda relacionou com as obrigatoriedades de outras profissões, para facilitar o entendimento do internauta.
Jornalista prepara publicação de mais dois livros: família e diário
Paulo Pavione é secretário de comunicação em Suzano e escritor. Autor da obra “Até que a morte nos separe”, Pavione disse durante entrevista ao vivo no ‘DS Entrevista’ que pretende lançar mais três livros. Uma atualização do seu livro, desta vez sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha, outro sobre sua família e um outro sobre a crise dos trinta anos.
O livro “Até que a morte nos separe” foi lançado por Paulo Pavione há dez anos atrás, e agora, o também escritor, disse que pretende atualizar seu livro, em uma collab com a escritora Bruna Pierres, desta vez, falando sobre os 20 anos da lei e suas atualizações.
Paralelamente, Paulo disse escrever um livro para sua família, de forma mais específica, sobre sua falecida avó, que faleceu em 2021. “Ela tem uma história muito bonita. Ela carregou seis filhos. Veio do Paraná para Suzano ainda muito jovem e encontrou dificuldades para estudar. Era uma pessoa que sempre trabalhou na roça”, comentou. “São dez capítulos, mas toda vez que eu termino um, eu reúno a família e vejo a opinião deles, vejo se está tudo certinho, e se posso prosseguir. Muitas das vezes se emocionam e me corrigem”, disse.
Paulo Pavione destacou que está em uma collab com a colega de profissão, Verônica Ribeiro, e que escrevem juntos sobre a crise dos trinta anos. “Eu sou um recém-chegado aos trinta anos, ela também. A gente fala sobre nossas aventuras nos trinta anos. É uma troca de cartas, eu escrevo uma carta para ela e ela me responde com o ponto de vista dela do mundo. Desta forma, já se foram 12 capítulos, que ao todo serão 20”, falou. “É engraçado porque nenhuma vivência é singular. A gente partilha dos mesmos anseios, das mesmas ansiedades. Nós falamos sobre diferentes situações e cenários”, comentou.
Pavione disse durante o episódio ao vivo que pretende finalizar o livro para sua família e sobre a crise dos trinta ainda no fim do ano. Porém, a edição para sua família será exclusiva, já a outra obra poderá virar fruto de um futuro podcast.